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25 dezembro 2013

SANTIDADE NA FAMÍLIA


“Sede santos assim como eu sou santo.” (I Pedro 1:16)

“...eu e minha casa serviremos ao Senhor.” (Josué 24:15)

 Deus criou a família e a chamou para uma vida plena de santidade.

O tema santidade é reconhecido por todos os líderes bíblicos. Inclusive Josué, aquele que conduziu o povo para a terra prometida, convoca todo o Israel a uma renovação de pacto, dizendo que só os que temessem a Deus poderiam servi-lO, porque o Senhor é santo (Josué 24:19). E porque era um chefe de família temente a Deus, com veemência afirmou: “...eu e minha casa serviremos ao Senhor.” (Josué 24:15)

Ao referir-se à santidade de Deus, Josué incluiu logo sua responsabilidade de conduzir toda a sua família ao Senhor, porque a visão de Deus é familiar. Deus conta com a família para que Seu plano se cumpra plenamente (Gênesis 12:1-3).

Deus valoriza tanto o vínculo familiar que condiciona a resposta das orações do marido à sua convivência de boa qualidade com a sua esposa. “Vós maridos, vivei com suas esposas com entendimento, dando honra à mulher... para que não sejam impedidas as vossas orações”. (I Pedro 3:7)

Nós que nascemos de novo devemos deixar Deus fazer o sobrenatural nas nossas vidas, usando-nos como canal para atingir todos os nossos parentes. O problema mais crônico na família é que continuamos vivendo segundo muitos conceitos do mundo; isso atrapalha os planos de Deus em um tempo que é de santidade e de sermos abençoados plenamente.

Por muito tempo, o diabo implantou no meio da família o espírito de divórcio, separação, quebra de princípios e degeneração. É um espírito hereditário que permeia a família e deve ser rejeitado (Malaquias 2:15 e 4:6). Há uma tão grande resistência em nosso coração que só Deus, trazendo os Seus princípios, pode tornar-nos flexíveis, transformando, assim, nossa mentalidade deteriorada pelo pecado. Devemos cumprir a ordenança bíblica: “Sede santos em todo o vosso procedimento” (I Pedro 1:15), e, assim, a família manterá a libertação e a cura.

 Três áreas de chamada profética para a verdadeira santidade


1. Frutificação

A frutificação está relacionada à santidade. É a causa para que as bênçãos sejam cem por cento manifestadas (João 15:4). Frutificar fala do nosso relacionamento familiar, sim, pois devemos a cada dia gerar uma maturidade familiar através do diálogo com o cônjuge e com os filhos. A família precisa gerar amigos. De que forma? Pais e filhos que se respeitam porque compreendem que precisam dar bons frutos dentro de casa primeiro.

2. Multiplicação

Se a espécie do fruto é a santidade na vida do líder, a multiplicação, o resultado, o efeito, será segundo tal espécie. “... deem fruto segundo a sua espécie...” (Gênesis 1:11)

Por isso, devemos primeiro manter a santidade para depois multiplicar. A dificuldade é que muitos não tratam a frutificação e multiplicam problemas. A multiplicação de vidas será de acordo com o caráter do líder. Logo, o líder deve cuidar do seu caráter visando a sua edificação pessoal e a formação do caráter de seu discípulo.

Como discipuladores, precisamos estar atentos, pois nossos discípulos estão olhando para nosso exemplo. Todo líder deve caminhar de tal forma que possa dizer: “Sede meus imitadores, como eu também o sou de Cristo.” (I Coríntios 11:1)

Para muitos, é fácil reunir multidões, mas o verdadeiro êxito está em conservar a santidade na sua vida e na família. Isso é o mais importante, porque, assim, conseguem, consequentemente, levar outros à santidade.

Quando Adão e Eva perderam a santificação, quebraram a aliança, multiplicaram sem santidade e viram um filho matar o outro. O mesmo aconteceu com Abraão, que recebeu uma promessa, mas, para que a mesma se cumprisse, era necessário sair do meio de sua parentela, porém decidiu levar consigo seu sobrinho Ló e sofreu algumas consequências por causa disso. Assim foi com os líderes em Israel que não obedeceram, tiveram frustrações e destruições.

Então, devemos primeiro multiplicar santidade na nossa família, pois sem santidade até conseguimos multiplicar outras coisas, mas atraímos problemas e colhemos consequências nada agradáveis.

3. Governo

Só vamos governar quando frutificarmos e multiplicarmos em santidade. Essa é a chave para a vida do líder. Para Deus, o mais importante é a santidade, pois a santificação nos leva a guardar os princípios divinos, únicos que norteiam uma administração justa em todas as áreas da vida. Além disso, a santidade propicia uma multiplicação na legalidade, com um resultado satisfatório.

O líder que quer governar precisa ter elementos fortes em seu caráter, tais como:


3.1 Santidade

Ser santo é ter uma vida no Altar do Rei. Esta é a vontade de Deus: a nossa santificação. Se um líder não preservar a santidade, não terá êxito nos seus projetos.

3.2 Família modelo

A visão é familiar; um dos alvos principais da Visão é a restauração da família, restaurando-a. O líder tem como responsabilidade primeira sua célula principal, que é a sua família. A santidade dentro de casa é a forma de impedirmos a atuação de espíritos familiares que afetarão a liderança, interferindo também no seu trabalho de formação de discípulos.

3.3 Demonstração de frutos

O líder deve ser o modelo para os fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza (I Timóteo 4:12). O fruto deve ser aparente. Onde aparecerão? No bom relacionamento na família, na Igreja, nas Células, na convivência com os 12, no convívio social.

O líder deverá ser o modelo em tudo. Se nós estivermos com as nossas vidas na presença do Senhor, o respaldo nos acompanha. Cada um de nós deve avaliar como anda nossa vida e permitir que a graça do Rei nos tome completamente.


Vivendo em santidade, veremos o fruto em nossa vida e família. Vamos frutificar, vamos manter a santidade, que é a causa do sucesso. Devemos conservar a santidade para multiplicarmos com êxito e o governo de Deus estará sempre na nossa vida como resultado da autoridade recobrada.

02 dezembro 2013

LIDANDO COM A MALDIÇÃO (PERSEGUIÇÃO ESPIRITUAL)


Pv.26:2; Dt.11:26

O que é uma Maldição ?      É uma perseguição espiritual.

O princípio disso tudo é você entender, que ser vítima de maldição, não significa ser maldito, mas estar sendo vitima de uma perseguição espiritual. Isso quer dizer que você está sendo perseguido por entidades demoníacas, em áreas especificas de sua vida, tais como:
- área financeira (dividas constantes, fracassos repetitivos, perdas repentinas),
- familiar (comportamentos e vicios, divórcio, desestrutura na familia),
- saúde (doenças repetidas ou cronicas sem diagnóstico médico claro, cirurgias constantes),
- espiritual (tentações com mais frequencias em algumas áreas (sexual, mentira, roubo)).

Uma perseguição espiritual ela se dá por um pecado não arrependido e não confessado, ou seja não redimido, pelo sacrificio da Cruz; e nós sabemos que um pecado não redimido traz consequencias sobre nossas vidas e nossas familias, abrindo brechas na linhagem familiar; e através destas brechas os demônios ou entidades começam a operar.

Maldição Hereditária (perseguição espiritual na linhagem familiar) e a A Lei da Herança

a- Maldição hereditária

Se você ou algum de seus ancestrais deu lugar as entidades demoníacas, sua família poderá estar sob a “Maldição Hereditária”, e esta se transmitirá a seus filhos. Todo pecado tem uma culpa de caráter pessoal mas uma consequencia de caráter coletivo.
Vamos dizer mais uma vez que,“seu pai era adúltero” isso abiru brecha para posseção demoníaca dele e do casamento dele, e deu legalidades para que as entidades estivessem trabalhando nesta área de sua vida, então esse pecado dele não foi arrependido, portanto não foi redimido, assim sendo esses demônios ou entidades, eles continuam atuando na vida dele e na família daquele que pecou.

Esse princípio é difícil de entrar em nossas mentes, porque não temos muito essa cultura familiar ou geracional das coisas, como em outros países. Deus, se relaciona conosco não a partir do indivíduo, mas através da linha genética familiar – Deus trabalha e opera numa forma multigeracional.  “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”.
Isso é algo que está explicito em toda a Bíblia, é algo que faz parte do caráter de Deus. Quando somos alcançados pela graça de Deus, na verdade, Ele já tem uma proposta: Ele deseja que a nossa geração e geração futura seja alcançada por aquilo que nos alcançou: a graça. (transgeracional). O principio de hereditariedade nasceu no coração de Deus.

O diabo odeia a proposta de herança, por isso tenta deturpar. Ele procura se alojar na iniqüidade geracional. Maldição hereditária é uma contrafação da lei da herança (operação geracional planejada por Deus).
Podemos observar ao longo de toda a bíblia alguns exemplos que vai nos ajudar entender e nos  mostrar como funciona esse princípio:

1-    Deus faz um pacto com Abraão – um pacto transgeracional. Gn.13:16

2- 2 Sm.6:10,11 - Obede-Edom quebrou um ciclo de maldição familiar porque levou a Presença de Deus para a sua casa. Ele era um filisteu. Com esse ato foi abençoado. Em 1 Cr.26:4, vemos sua descendência sendo abençoada, ministrando como porteiros na casa do Senhor.
Quando a bênção vem, com base no temor e obediência aos princípios de Deus, é claro, a prosperidade encontra pouso.

3 – Js.7, Deus trás algumas recomendações que o povo deveria seguir ao tomarem a cidade; e explicitamente proibiu que fosse tomada qualquer objeto, e que fosse destruído. Porém Acã escondeu algumas coisas, a desobediência provocou a ira de Deus. Permitindo que parte do exército saísse para guerrear sendo esmagado, morreram 36 homens, deixando mulheres e filhos,  Josué então vai se lamentar ao Senhor. Deus responde:
Js.7.11  O povo de Israel pecou. Eles quebraram a aliança que haviam feito comigo, a aliança que eu mandei que guardassem. Ficaram com algumas coisas que eu mandei que fossem destruídas. Eles roubaram essas coisas, mentiram por causa delas e as colocaram no meio da bagagem deles. Observe que Deus fala a Josué: O povo de Israel pecou, Ele não disse Acã pecou. Porque o pecado de Acã era de culpa pessoal, mas de conseqüências coletiva.

4 - 2 Tm.1.5 – Paulo faz uma apologia sobre a fé não fingida que havia na vida de Timóteo. Origem dessa fé? Legado de bênção recebida desde sua avó e de sua mãe. 
Que tipo de herança  você recebeu dos seus antepassados?

Muitas enfermidades tem sua origem na iniqüidade geracional. Outras perseguições espirituais também se estabelecem, tais como: miséria, escassez, pobreza, doença, bancarrota. Pecado se instala geracionalmente, dando origem à iniqüidade.
Quando confessamos essas iniqüidades diante de Deus, somos alcançados pela bênção libertadora do Senhor.

Somos produtos diretos de herança.

b- Lei da herança
Três heranças que determinam o curso da nossa vida, a menos que o sangue do Cordeiro intervenha.

Nós recebemos três tipos de heranças de nossos pais:
   
1- Biológica ( formação genética ) – Nariz, Cabelos, Olhos...

2- Psicológica  - Comportamento -  pela nossa vivência, demonstrando o mesmo comportamento diante de circunstancias similares.
Ex: - Abraão se casou com uma mulher estéril, de igual modo Isaque e Jacó. Por duas vezes Abraão mente afirmando que Sara é sua irmã e não sua esposa. De igual modo, Isaque mentiu. Jacó também engana (Gn 27), se apega ao sistema de mentira herdado. Os filhos de Jacó mentem para o próprio pai, sob o manto de mentira herdada do pai.
- Isaque desce ao Egito para comprar mercadoria assim como seu pai Abraão. Jacó tem o mesmo comportamento do seu avô, sem nenhum esforço. Isto é uma herança de comportamento.
- Davi comete o pecado com Bete-Seba. De igual modo, Amnon age quando quis possuir  Tamar. Absalão agiu traiçoeiramente, quando queria matar Amnom, com similaridade a seu pai Davi quando desejou matar Urias.
- 1 Pd.1:2 – pelo sangue de Jesus podemos ficar livres desse legado.
  Esses são exemplos bíblicos, mas com certeza você pode observar características que passam de pai (mãe) para filho, dentro de sua família, e talvez até em você mesmo, você seja capaz de identificar características de seus pais, porque faz parte da herança que recebemos de nossos pais.

3-EspiritualEx.20:1-5 – “Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem.”

O Vs.3 menciona sobre idolatria. Note que é diante de mim (e não diante de ti).
- Vs.5 Deus visita a iniqüidade dos pais nos filhos. Ou seja, um feito que traz conseqüências sobre a geração futura.
Exemplo: - Noé e seu filho Cão. Noé se embriaga. Cão descobre a sua nudez. Sua descendência foi escrava de seus irmãos Sem e Jafé.
- Davi com seu pecado desencadeou uma seqüência de imoralidade e assassinato, incestos e insurreição. A promiscuidade veio como legado sobre os filhos de Davi. Antes, não se vê na ascendência de Davi nenhum pecado sexual. Aprendemos que o mundo espiritual não é regido por nosso tempo.
- Herdamos as conseqüências do pecado de Adão.

Ex.20:5 - Vemos a maldição alcançando a terceira e quarta geração. Dentro da cultura judaica quer indicar continuidade geracional.
Ex: ataque de ira, e outros tipos de inclinações pecaminosas que acompanham um cristão, mesmo depois de ter nascido de novo. É preciso quebrar, através da confissão por identificação, esses pecados.

OBS: Este ensino não anula a obra da cruz. A obra da cruz é suficiente para minha transformação, e também cobre toda a minha geração.

- Vs.6 – “e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.”

Deus se relaciona conosco de uma forma geracional, exigindo uma responsabilidade pessoal de cada um. Como nós já vimos, essa forma geracional é também coletiva, porque quando nós olhamos para a bíblia, podemos ver que, o pecado tem uma culpa pessoal, mas traz uma área de destruição que vai além da pessoa que pecou.
 - Is.65:6,7 – “Eis que está escrito diante de mim, e não me calarei; mas eu pagarei, vingar-me-ei, totalmente, das vossas iniquidades e, juntamente, das iniquidades de vossos pais, diz o SENHOR, os quais queimaram incenso nos montes e me afrontaram nos outeiros; pelo que eu vos medirei totalmente a paga devida às suas obras antigas.”
  Então o que nós vemos aqui, é que vai chegar uma momento em que Deus, vai visitar esses pecados que nós praticamos e das iniqüidades que foram praticadas pelos nossos pais, então nós precisamos resolver essas coisas, mas como?

Quebra de Maldição


Na verdade, não encontramos legitimidade bíblica para se dizer, Eu quebro essa maldição em nome de Jesus. No sentido oposto a isso, nós vamos aprender a crucificar essas maldições atraves do sacrificio de Jesus, atraves do sangue de Jesus, e, para isso nós vamos mapear quais são as verdadeiras causas que estão dando sustentação a essas maldições (perseguições).

A solução, ou a saída para lidar com essas cargas de maldição está em Is.61:4 “Edificarão os lugares antigamente assolados, restaurarão os de antes destruídos e renovarão as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração”.
Deus nos deixou essa ferramenta, com a capacidade de redimirmos a nossa história, “lugares antigamente assolados de geração em geração”, então esse é um dos principais papéis que a igreja deve exercer como um agente sacerdotal. Nós não devemos menosprezar o poder destrutivo do pecado. Pecados não resolvidos (que não foram redimidos pelo sacrifício de Jesus, sejam em relação a nós mesmo e ás pessoas de nossa linhagem), impõe um julgo de maldições que podem ser facilmente identificados.
    Todo o pecado impõe uma culpa de caráter pessoal e intransferível, mas também todo pecado tem uma conseqüência de caráter coletivo e geracional. Um pecado não redimido, traz uma culpa mas também uma conseqüência. Quando nós abordamos as conseqüências do pecado, (essa influencia que os pecados não redimidos exercem sobre as futuras gerações), entramos no conceito de maldição, e é com isso que vamos lidar, porque isso são os sintomas de maldição.
 Não permita que sua descendência seja atingi­da pelo diabo através das maldições. As consequenias dos pecados dos pais podem atingir uma a outra geração, e assim consecutiva­mente. Há na sua família casos de câncer, pobreza, alcoolismo, alergia, doenças do coração, perturbações mentais e emocionais, visão de vultos, pecados ou comportamentos que se repetem de geração em geração, abusos sexuais, obesidade, adultério? Estas são algumas das características que fazem parte da maldição hereditária nas famílias. Contudo, elas podem ser quebradas!
Hoje você se livrará dessas cargas de maldição, e limpará os céus que estão sobre você e sobre a sua família.

 SINTOMAS DE PERSEGUIÇÃO ESPIRITUAL (MALDIÇÃO)


O sofrimento (dores, febres) de um paciente é sintoma de uma doença (infecção).
Todo sintoma carrega consigo uma mensagem natural ou espiritual que deve ser discernida corretamente.
A presença de maldições e demônios é sempre amparada por sintomas significativos. Cada sintoma oferece uma mensagem que deve ser discernida espiritualmente. A grande chave é não espiritualizar o natural e também não naturalizar o espiritual.
Ex. – Uma pessoa enferma, não quer dizer que seja um sintoma de maldição. Agora, se esta enfermidade aparece repetidas vezes e o médico não consegue descobrir a causa desta doença, isto caracteriza um forte sintoma de uma perseguição espiritual.

SINTOMAS QUE EVIDENCIAM A EXISTÊNCIA DE PERSEGUIÇÕES ESPIRITUAL (maldições)

1. Legado familiar de feitiçaria. Quando se percebe um cajado de feitiçaria sendo passado de geração em geração. Em cada geração, uma ou mais pessoas envolvidas diretamente com ocultismo, magia, bruxaria, satanismo e sociedades secretas.Como sintoma latente, pessoas desde criança apresentam dons sobrenaturais, como premonição, visão de espíritos, audição de vozes, desdobramento (viagem astral), adivinhação, incorporação e guia de entidades e outras formas de mediunidade. A pessoa desde cedo é acometida por uma forte atração e desejos estranhos ligados ao ocultismo, filmes de terror e feitiçaria.
É muito comum encontrar pessoas que apesar de ja terem tido uma experiencia genuína com Jesus de salvação, essas pessoas, elas ainda são vítimas de situações como essa, e precisamos entender que existe uma linha fina, que separa experiências que nós podemos ter no Reino de Deus e de experiências que podemos ter no reino das trevas:
Por exemplo: Há uma linha muito fina que separa a profecia da adivinhação, é comum encontrarmos pessoas nas Igrejas que dizem ter o dom de profecia, mas na vedade estão sendo movidas pelo espírito de adivinhação.
At.16 - conta a história de uma mulher que começou a profetizar sobre a vida de Paulo e Silas, e todas as suas profecias estavam 100% corretas, porém o espírito de Paulo começou a se incomodar, e Paulo então teve o discernimento de que aquela mulher estava sendo movida não pelo Espírito Santo, mas pelo espírito de Pitom, ela era uma Pitonissa, e Paulo repreendeu aquele espírito e ela perdeu a capacidade de adivinhar.

2. Enfermidades repetidas ou crônicas sem diagnóstico médico claro, especialmente se são de caráter hereditário.
Muitas doenças congênitas podem ter uma conotação espiritual no aspecto de heranças espirituais. Esses espíritos interferem de alguma forma na estrutura genética da pessoa. Se o próprio homem, com sua tecnologia humana limitada, já tem acesso ao seu genoma, imagine os demônios.
Ex. insônia, depressão, mortes pela mesma doença na familia, sonolência, bloqueios mentais, desmaios, convulsões, epilepsia, peso e dor na coluna, dor de cabeça crônica, impressão de inchaço na cabeça, pontadas no corpo, etc.

3. Esterilidade. Tendências ao aborto, problemas menstruais crônicos e de caráter anormal. É importante considerar a esterilidade espiritual e profissional também. Ouvimos de muitas pessoas que tudo que elas tocam simplesmente morre: Animais de estimação, a empresa que ela trabalha quebra, amigos abandonam, a igreja divide, etc.

4. Quadros de desintegração familiar. Cadeias de adultério, separação conjugal e divórcio. Ódio, rupturas e inimizades na família. Inversão de papéis entre marido e mulher, etc.

5. Insuficiência econômica contínua, principalmente quando as entradas parecem ser suficientes. Perdas, roubos, dívidas constantes, avareza. Casos de bancarrota e falência na família. Pais e avôs que eram ricos e que perderam tudo de uma hora para outra, etc.

6. Situação crônica de perdas repentinas, acidentes e cirurgias freqüentes.

7. História de suicídios na família. Forte sentimento de fracasso, quadros de depressão caracterizados por pensamentos de suicídio. Apatia crônica. Mêdo obsessivo de morrer ou ficar doente.

8. História de homicídios e crimes na família. Sentimento de perseguição, perigos de morte contínuos, medo e sensação contínua de morte, ódio descontrolado a ponto de desejar a morte de pessoas, tendências ao crime.


9. Insanidade e colapsos mentais crônicos ou cíclicos. Desintegração psicoemocional causando internamento, depressão, múltiplas personalidades, crises de loucura, tristeza crônica, solidão, neuroso.

Pare de sofrer Jesus é a Solução para nossa vida!

Procure alguém que entende do que estamos falando e que possa te ajudar, temos vivido com muitas famílias várias situações onde cadeias e maldições foram destruídas em nome de Jesus, se precisar de ajuda contate-nos, Jesus te abençoe! Pr. João Carlos, e-mail pr.joãocarlos@live.com

03 maio 2013

AS DORES DO ABANDONO




Textos: Sl. 68.6 – II Tm. 4.9-18


INTRODUÇÃO: As pessoas estão cada vez mais centradas em si mesmas, ninguém tem mais tempo para o outro. Por esse motivo, não são poucas as pessoas que estão sendo abandonadas, inclusive dentro da igreja. Trataremos a respeito desse problema, mostraremos, a princípio, que essa é realidade constatada na Bíblia. Em seguida, que o abandono pode resultar em solidão. Ao final, apresentaremos encaminhamentos bíblicos para enfrentar a solidão e o abandono.

1. ABANDONO, UMA REALIDADE BÍBLICA: Em II Tm. 4.9-18, Paulo, o Apóstolo dos Gentios, relata sua situação de abandono, ou conforme uma tradução bíblica, de desamparo. O verbo em grego é egkataleipo que significa “ser deixado para trás” ou “ser desertado”. O Apóstolo estava preso, provavelmente em sua última prisão em Roma, por volta do ano 60 d. C. Essas eram suas palavras finais antes de ser executado por Nero, o sanguinário imperador que mandou incendiar a cidade de Roma. A expressão “ninguém me assistiu”, no versículo 16, é um destaque da condição na qual Paulo se encontrava. Mesmo assim, ele não se desesperou, pois entrou um “mas” na história. Ele diz, no versículo 17: “Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem e fiquei livre da boca do leão”. Uma tradução literal diria “o Senhor ficou do meu lado”. Mas o caso de Paulo não é único de abandono na Bíblia, desde o Antigo Testamento, o povo de Israel passou por essa realidade. O Senhor sempre prometeu permanecer do lado do Seu povo, mesmo quando este fosse desamparado, azab em hebraico (Gn. 28.15; Dt. 31.6,8). O próprio Jesus passou pala situação de abandono, alguns dos seus ouvintes acharam suas palavras demasiadamente duras (Jo. 6.60). Os discípulos, nos momentos angustiantes que antecederam Sua prisão, O deixaram sozinho (Mt. 26.46,47). Posteriormente, depois da Sua prisão, seus discípulos se distanciaram dEle, Pedro negou que O conhecia (Mt 26.31, 70-72). Na cruz Jesus se sentiu abandonado pelo Pai, citando o Sl. 22.1, Ele clamou em oração: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt. 27.46).

2. O ABANDONO PODE RESULTAR EM SOLIDÃO: Desde o princípio, Deus criou o homem para ter companhia, Ele mesmo atestou que não era bom viver só (Gn. 2.18). Adão estava com Deus, mas precisava de outro ser humano para conviver. Diante dessa necessidade, Deus criou Eva e ordenou que se multiplicassem. Depois da Queda Adão e Eva deixaram de desfrutar da comunhão com o Criador, e entre eles mesmos. O abandono e a solidão têm causas diversas, dentre elas destacamos: 

1) Sociais – a tecnologia está fazendo com que as pessoas fiquem cada vez mais solitárias e abandonem umas as outras. No trabalho cada um fica no seu espaço reservado, os membros das famílias não têm mais tempo para ficarem juntos; 
2) Urbanização – na medida em que as pessoas se transferiram para as cidades, foram fechando-se dentro de suas casas, mais recentemente nos apartamentos, vizinhos que mal se conhecem; 
3) Televisão e internet – está tomando o tempo das pessoas ficarem juntas para conversarem, elas ficam horas à fio diante da tela; 
4) Baixa autoestima – as pessoas que têm um pensamento negativo a respeito delas mesmas tendem ao isolamento, elas se abandonam antes de serem abandonadas; 
5) Medo – por causa das muros, ao invés de pontes, construídas pela sociedade moderna, cultivamos a cultura do medo de nos aproximar do outro. 

O abandono, juntamente com a solidão, pode causar males às vidas das pessoas. Algumas delas podem desenvolver depressão por causa do isolamento a que são submetidas. O exibicionismo exagerado nas redes sociais – facebook e twitter, por exemplo – pode ser um sinal de solidão. Mas é preciso ter cuidado para não se expor demasiadamente, pois as consequências podem ser desastrosas. Isso porque nem todas as pessoas que estão na rede são compreensivas com aqueles que passam por situações de abandono.

3. COMO ENFRENTAR O ABANDONO: Nem sempre o abandono é uma realidade, na verdade, conforme já destacamos anteriormente, pode ser uma consequência do autoisolamento. Por isso, é recomendável que a pessoa que se sente abandonada, antes de qualquer coisa, não se abandone. O primeiro passo é reconhecer que Deus é Aquele que está sempre pronto a estar ao nosso lado (Is. 42.16). Há casos em que o abandono aconteceu em algum momento da infância e acompanha a pessoa durante a idade adulta. Em tais situações, a saída é orar pedindo a Deus que traga à memória tais aflições (Lm. 3.19), em seguida, entrega-las a Deus em oração. O Salmo 139.1-18 é um modelo de oração que expressa a presença de Deus, mesmo nas situações adversas, quando o sentimento de abandono assola o cristão. Ao invés de se queixar, aprendamos com Paulo a entregar aqueles que nos abandonam a Deus (II Tm. 4.14), e o principal, escolher perdoá-los (Cl. 3.13). A igreja deve ser um ambiente propício à cura do abandono e da solidão, mas infelizmente, como esta também foi contaminada pelo isolacionismo moderno, seus membros não encontram tempo para encorajar uns aos outros (Hb. 3.13). A igreja precisa estar atenta às pessoas doentes, viciadas, solteiras, idosas e desempregadas. Em uma sociedade utilitária, que se preocupa com as pessoas apenas pelo que elas podem fazer, a igreja é tentada a esquecer dessas pessoas. É preciso criar espaços de integração na igreja local, evitar a criação das “panelinhas”. A liderança deve investir em momentos de comunhão, não apenas para o culto, mas para estarem juntas.

CONCLUSÃO: O Deus da Bíblia é de comunhão, por sua própria natureza, é trinitário: Pai, Filho e Espírito Santo. Ele tem interesse que as pessoas vivam umas com as outras, por isso criou a família. A igreja é uma extensão dessa realidade, não por acaso os que se congregam são chamados de irmãos e irmãs. Mas é preciso cultivar relacionamentos na igreja, caso contrário ela perde a razão de ser. Portanto, como diz o autor da Epístola aos Hebreus, no sentido relacional, que deve ser peculiar da ekklesia: “não deixando de congregar como é costume de alguns” (Hb. 10.25). PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

Teinho Silva 


27 fevereiro 2013

ADULTÉRIO E MORTE

O jovem empresário Fabio Gabriel Rodrigues foi encontrado morto em um motel na cidade de Niterói. Verônica Verone de Paiva, de 18 anos, foi acusada de ter cometido o crime. Na Delegacia ela confessou ter enforcado o rapaz com quem mantinha um caso. A “aventura sexual” teve trágicos resultados: Verônica está presa e aguarda julgamento. Fábio está morto e agora terá que responder diante de Deus, o justo Juiz; sua mulher, agora viúva, e seus dois filhos, de 4 e 7 anos de idade estão sofrendo as conseqüências destrutivas e irreparáveis do pecado.
O adultério é uma das maiores desgraças da sociedade. Dados confiáveis indicam a crescente onda de infidelidade entre os casais. Muitos lares têm sido destruídos pelo adultério, trazendo sofrimento para os cônjuges e para os filhos. Não obstante a isso, o adultério e outras práticas sexuais moralmente reprováveis, tem se tornado comum em nossa sociedade, sendo até incentivada pelos meios de comunicação subjugados pelo relativismo moral. Existe uma grave tolerância e um absurdo incentivo a um dos pecados mais graves e de conseqüências mais danosas para família e, conseqüentemente, para a sociedade.

A Bíblia afirma que o adultério é uma loucura espiritual. Aquele que o pratica, cedo ou tarde, será destruído. “O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa. Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará”. (Provérbios 6.32-33) O adultério é um pecado, cujas conseqüências sempre deixam um rastro de destruição não apenas sobre o adúltero, mas sobre toda família. Quando o adultério entra em um lar, ninguém escapa do sofrimento.

Leiamos a exortação de Tomas Watson: “O pecado do adultério é uma maldição sobre a alma. O adúltero, como a mariposa, voa tanto tempo ao redor da vela que por fim chamusca sua alma. Este pecado, embora comece comicamente, termina em tragédia. Esta doce calma precede um terremoto. Depois dos cabelos da mulher vem os dentes do leão.”
Escravizado pela luxúria, o rapaz saiu em busca de prazer e acabou perdendo a vida. O adultério é parceiro da morte; juntos, seduzem e matam.

 Pr. Judiclay Silva Santos

Salvando minha Família


A família sempre foi e será a célula mãe da sociedade, sem esta instituição de respeito chamada família não tem como ter sociedade.
De alguns anos para cá, estamos vendo famílias, cada dia mais, sendo atacadas pelos poderes do diabo que muitos julgam não existir.
Os valores familiares como: criar os filhos juntos, educar os filhos, estão sendo trocados todos os dias pela tal dependência de ambos os lados, que julgam poder criar os seus filhos sem a ajuda um do outro, ou seja, um erro muito grave e desrespeitoso do princípio fundamental da família que é a Palavra de Deus, pois quando o Senhor colocou o primeiro casal no jardim do Éden (os dois juntos) para guardar, administrar e cultivarem (Gn 2:7-25), o próprio Deus deixou a responsabilidade de juntos fazerem o melhor para o Senhor Deus. Hoje os valores estão sendo colocados de lado para darem lugar aos casamentos e famílias de conveniência (hoje estão juntos, amanhã não), os homens não querem mais ter compromisso e as mulheres só querem independência. Os seres humanos estão a cada dia mais pervertendo os valores que Deus deixou, como uma família abençoada e um lar edificado em Cristo Jesus (Mt 7:24).
Um grande homem de Deus, Pr: Abner Santos, falando sobre família, diz:

“A família é a espinha dorsal da sociedade, foi constituída por Deus, Todavia, está sendo destruída pelos pecado, vícios, incredulidade e dureza de coração”

A Bíblia diz: “O diabo vem somente para roubar, matar e destruir” (Jo 10:10 a), é não pense que o mal pelo qual sua família está passando é normal; o diabo é inimigo dessa instituição abençoada por Deus chamada família, ele tem tentado acabar com o seu lar, pois acabando com ele estará automaticamente acabando com a sociedade e mandando muitas vidas para o inferno da destruição familiar.
Mas o Senhor Jesus chegou para acabar com os poderes de satanás e lhe abençoar ricamente em todas as áreas de sua família. A Bíblia Sagrada nos traz uma grande esperança que é a luz no final do túnel: “Eu vim (Jesus) para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10:10 b).
Deus tem, e quer o melhor para a sua família, mas precisamos buscar ao Senhor Jesus todos os dias, para que Deus possa abençoar nosso lar trazendo a esperada Salvação, libertação e dias melhores de vida para o nosso lar e família (Mt 11:28-30).

Muitas famílias hoje estão sofrendo, sem saber que a causa de todo este sofrimento é nada mais que o pecado dentro de nossos lares (Rm 3:23; 6:23).

Deus que entrar na sua família, na sua casa e realizar o milagre da libertação e salvação em Jesus Cristo.

E você pergunta: como salvar minha família? Buscando a Deus e fazendo um compromisso com o Senhor Jesus Cristo (Js 24:14-15; MT 6:33).

                                                                                                                            Ribeiro Fernandes

20 fevereiro 2013

Satanás Usa o Desejo Sexual


Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência. Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento. Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra. 1 Coríntios 7:1-7
O nosso foco no domingo que antecede o Natal será a grande verdade de 1 João, que “o Filho de Deus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo”. Na última semana expusemos uma dessas obras, isto é, que Satanás se esforça para levar embora a Palavra de Deus quando esta é pregada. Hoje nós exporemos outra obra de Satanás, ou seja, que ele usa o desejo sexual.
O texto ensina pelo menos quatro coisas
1. Celibato é um dom a ser celebrado
Você poderia chamar 1º Coríntios 7 o manifesto de Paulo para a vida solteira. Quando ele diz no versículo 1 “bom seria que o homem não tocasse em mulher”, tem
em vista a mesma coisa que no versículo 8: “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu”. “Bom seria que o homem não tocasse em mulher” significa  “É bom ser solteiro”.
Paulo versus a Concepção Moderna de Celibato
Paulo estava tão plenamente comprometido com a vida de celibato que ansiava que todos tivessem a mesma vida. Mas a razão porque ele tinha grande apreço pela vida solteira é exatamente oposta daquela por que muitos hoje gostam da vida solteira e mesmo romperiam casamentos a fim de novamente gozar a solteirice. Hoje a solteirice é apreciada por muitos porque traz a liberdade suprema para a auto-realização. Você mexe os seus próprios pauzinhos. Ninguém restringe o seu modo de ser. Mas Paulo estimava a sua solteirice porque ela o deixava totalmente à disposição do Senhor Jesus. Nem esposa nem filhos precisariam ser levados em conta quando a missão por Cristo fosse perigosa. Nenhum dinheiro precisaria ser gasto em roupas e na educação do pequeno Paulo júnior. Não precisaria ser dispensado tempo preservando e cultivando a relação com sua esposa.
Celibato Como Propósito de Escravidão a Cristo
Segundo os versículos 32-35, Paulo promovia o celibato porque ele se deleitava em servir a Cristo com tão poucas distrações quanto fosse possível, e almejava isso para os outros também. A disposição contemporânea promove solteirice (mas não castidade) porque ela livra da escravidão. Paulo promove a solteirice (e castidade) porque ela livra para a escravidão – ou seja, escravidão a Cristo.
Deus chamou muitos de vocês para uma vida de celibato. O ensino dessa passagem para você é que esse é um dom a ser celebrado. Você estaria pensando – como muitos de vocês – em que sentido a sua liberdade pode ser maximizada pela causa de Cristo aqui e pelo mundo. Você tem algumas vantagens que a pessoa casada não tem.
2. Celibato não é para todas as pessoas
Nem todos são chamados ao celibato como Paulo. O versículo 7: “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra”. Da mesma forma que Paulo gostaria de recomendar o celibato a todas as pessoas, ele faz referência à sabedoria de Deus que chama alguns para casar. Celibato não é para todas as pessoas.
3. Casamento é uma barreira para a torrente de fornicação e adultério
Casamento é uma barreira para a onda de fornicação – relações sexuais fora do casamento. Após dizer no versículo 1 que bom seria que o homem não tocasse em mulher (isto é, celibato é bom), Paulo diz no versículo 2: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”.
A Clara Proibição ao Intercurso Sexual Pré-marital
Essa é uma clara proibição ao intercurso sexual pré-marital. Há evangélicos alegando hoje que a palavra para “imoralidade” no Novo Testamento (porneia) referese somente à promiscuidade, mas não ao intercurso sexual pré-marital para casais comprometidos. Mas esse é um exemplo de se definir uma palavra com muito pouca sensibilidade ao contexto moral e teológico em que ela é empregada.
Quando no capítulo proibiu a imoralidade, Paulo mais definitivamente tinha em mente sexo pré-marital entre casais comprometidos. Veja, por exemplo, em 1º Coríntios 7:36-37. “Mas, se alguém julga que trata indignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o tal o que quiser; não peca; casem-se. Todavia o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem”. O que nos leva de volta ao ponto do versículo 1, “bom seria que o homem não tocasse em mulher”.
Agora, sejamos honestos. Não está claro o que Paulo ensina sobre sexo prémarital para casais comprometidos? Ele ensina que a vida de solteiro é o preferido (como vimos antes), mas que se o desejo sexual é forte… o quê? Vão em frente e durmam juntos, desde que vocês estejam comprometidos um com o outro e tenham gozado todas as outras formas de intimidade? Não! Ele diz que se o desejo é forte, case. Intercurso sexual pré-marital para casais comprometidos não é uma opção cristã. E eu recomendo um artigo de um conselheiro cristão da Standard deste mês, pela excelente exposição de algumas das razões por trás desse padrão divino de castidade (“The Eroding Effect of Premarital Sex”, por P. Roger Hillerstrom).
A mesma coisa é clara a partir do nosso texto no versículo 2. “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”. Ele não diz que ficar comprometido é a solução para a tentação sexual. Ele não diz que um compromisso verbal anterior ao casamento justifica o ato do intercurso sexual. Ele diz “Se o seu desejo por relações sexuais com a sua companheira é forte, vá em frente, case”. Casamento é a barreira designada por Deus à torrente de fornicação no mundo. Você não pode cometer fornicação após estar casado.
Uma Barreira contra o Adultério
Mas você pode cometer adultério. Este é o porquê de Paulo se pôr a mostrar que casamento tem também o propósito de ser uma barreira contra o adultério. Os versículos 3-5: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência”.
É claro a partir desse texto que as boas relações sexuais no casamento pretendem ser uma barreira contra a torrente de adultério. Maridos e esposas têm o dever de se
dispor às relações sexuais um com o outro de forma tal que a tentação do adultério seja significativamente enfraquecida.
Três Elementos da Satisfação Sexual no Casamento
Note cuidadosamente a forma como eu disse isso. Maridos e esposas têm o dever de se dispor às relações sexuais um com o outro de modo tal que a tentação do adultério seja significativamente mitigada. A implicação desse texto é que maridos e esposas devem satisfazer sexualmente um ao outro, tal que seus olhos e corações não perambulem atrás de satisfação em outro lugar. Há muitos elementos que cooperam com essa satisfação. Deixe-me mencionar três deles.
1. A Freqüência do Intercurso Sexual
Um desses elementos é mencionado por Paulo no versículo 5, isto é, a freqüência do intercurso sexual. Ele diz que casais não devem se abster por muito tempo das relações sexuais para que não sejam vítimas da tentação do adultério. Freqüência é um elemento que coopera com a satisfação nas relações sexuais.
2. Atração Física
Outro elemento seria se marido e esposa são fisicamente atraídos um ao outro. Eu admito que essa é uma questão muito delicada e complexa. É delicada porque há muitas coisas em nós que não podemos mudar e outras que são difíceis de mudar. É complexa porque a união íntima de duas pessoas pode fazer com que elas vejam beleza uma na outra que outras pessoas não podem ver.
Todavia, se é verdade que a atração física de um pelo outro é parte daquilo que torna satisfatória uma relação sexual, penso que esse texto implica que maridos e esposas têm o dever espiritual de tentarem ser atrativos um ao outro. Nenhum de nós pode competir com os símbolos sexuais dos nossos dias. E nem deveríamos tentar isso. Há alguns de nós, de fato, que colocam ênfase demasiada na aparência exterior. Mas certamente a visão bíblica é um balanço entre uma autoconsciência excitada por cada ruga e quilograma e fio de cabelo grisalho de um lado, e por outro lado uma negligência descuidada que não atenta à consideração do nosso parceiro quanto à forma que deveríamos nos vestir, comer, tomar banho ou agir em público. A exortação dessa porção das Escrituras é que deveríamos ser sexualmente satisfatórios ao nosso cônjuge a fim de afastar os pensamentos da tentação de procurar satisfação em outro lugar. (Deixe-me inserir uma advertência. Não infira a partir disso que se o seu parceiro não o satisfaz você tem o direito de procurar satisfação em outro lugar. Casamento é infinitamente mais do que sexo. E um desapontamento nessa área não é uma dispensa honrada dessa relação.)
3. A Integridade de Ambos os Lados no Relacionamento
  
A despeito da freqüência das relações sexuais e da atratividade de um pelo outro, a satisfação também depende, em terceiro lugar, da dignidade de ambos os lados no elacionamento. Se há raiva, mágoa, ressentimento, sentimentos feridos, nós usualmente não procuramos o contato mútuo, tanto menos nos abraçamos. Assim, o texto é também uma exortação para que nos humilhemos, nos arrependamos e busquemos perdão erenovação em nosso casamento.[…]
Até o momento definimos, então, que:
1. Celibato é um dom a ser celebrado.
2. Celibato não é para todas as pessoas.
3. Casamento é uma barreira para a torrente de fornicação e adultério, pois dispõe a forma de Deus para a satisfação do desejo sexual.
4. Satanás Usa o Desejo Sexual
Eu não estou dizendo que Satanás cria o desejo sexual. Deus é que criou o desejo sexual. Sentir desejo sexual não é algo pecaminoso ou satânico. Satanás não cria o desejo sexual; ele o usa – ou mais precisamente, abusa dele.
Desejo Forte e Vulnerabilidade a Satanás
O versículo 5 diz “Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência”. Quando o desejo sexual aumenta, Satanás dirige a sua bateria de mísseis em marcha rápida. O aumento do desejo sexual não significa vitória de Satanás, mas vulnerabilidade a ele. Há uma verdade muito simples operando aqui: quanto mais intenso for o desejo sexual, mais propensos estaremos ao engano de julgar que não é errado satisfazer esse desejo por meio da fornicação, adultério ou masturbação. A mesma verdade se aplica a todas as áreas da nossa vida: quanto mais forte for o nosso desejo por alguma satisfação, mais vulneráveis estaremos ao engano sobre o que é certo ou errado no que se refere à forma que tentamos satisfazer esse desejo.
Por exemplo, esta é a razão porque quando você ou sua companhia espera que você esteja sozinho num carro para decidir o que é certo ou errado a respeito da fornicação é quase certo que você decidirá a favor dela. Satanás toma o desejo e usa o poder do desejo para fazer a sugestão soar aceitável. Nós estamos numa condição melhor para a reflexão moral quando o desejo está num nível baixo, tal que quando as ondas das racionalizações satânicas quebrem sobre nossas mentes no momento da tentação, teremos um ponto de apoio na verdade e não seremos lançados para a conduta que parece ser tão boa.
Os Esforços de Satanás Para Destruir a Pérola do Desejo Sexual
Deixe-me dizer isso novamente. Satanás não cria o desejo sexual. O desejo é bom e Satanás nunca produziu algo bom. Seu objetivo pleno é destruir o que Deus criara para ser bom. Existem dois modos pelos quais você pode destruir uma pérola. Você pode cortar ela fora da ostra antes que tenha amadurecido ou você pode dar ela de alimento aos porcos. Satanás faz o possível para remover o desejo sexual da ostra de graça e da verdade de Deus. Se ele conseguir que pessoas isolem o sexo da realidade de Deus, ele terá virtualmente destruído seu verdadeiro significado e beleza. Ele também faz o possível para tomar a pérola do desejo sexual e, ao invés de colocá-la no pendente do casamento, dá de comer aos porcos da fornicação, do adultério, da pornografia, do incesto, do abuso infantil e da homossexualidade. Mas a pérola do desejo sexual é feita para crescer e chegar à plenitude da sua beleza na graça e na verdade de Deus, seu fabricante, e então ser tomada e colocada no pendente dourado do casamento. Ou, para aqueles que são chamados para tomar o caminho do celibato, a pérola do desejo sexual é feita para ser um tipo de rolamento minúsculo no carango da criatividade humana.
Pitirim Sorokin, um professor de sociologia em Harvard, e J. D. Udwin realizaram um estudo em história social que concluiu que “os períodos de liberdade sexual foram os mais pobres do ponto de vista cultural, ao passo que aqueles períodos em que a moralidade e a convenção social impuseram restrições sobre a atividade sexual foram os mais ricos na produção criativa” (Christianity Today, Nov. 23, 1984, p.29).
Mas Satanás usará qualquer coisa que puder para arruinar essa pérola do desejo sexual, cortando-a da graça e da verdade de Deus, ou dando-a de comer aos porcos do adultério e da pornografia, ou restringindo pessoas solteiras de porem suas energias a serviço de uma vida de diligência criativa pela causa de Cristo.
Satanás é Real e Poderoso
Por favor, tome isso com bastante seriedade. Satanás não é alguém fácil de derrotar. Ele é real e poderoso. Ele mantém milhões de pessoas firmemente em sua servidão. E ele está procurando mais pessoas a todo o momento. Eu ouvi ontem de alguém da nossa comunidade a respeito de uma pessoa que rejeitou uma refeição num vôo, e quando inquirida do por que disso, essa pessoa disse que estava jejuando e orando a Satanás. Quando inquirida acerca do que estava orando, ela disse que estava orando pelo rompimento do casamento de pastores. Se você fosse um adorador de Satanás, e procurasse saber quais são os objetivos do seu mestre, tal que saberia então como orar, onde iria para saber mais a respeito? Você iria ao encontro da Bíblia, pois ela dá um retrato verdadeiro daquilo com que Satanás está ocupado no mundo. E você leria, entre outras coisas, que ele está ocupado em destruir casamentos. Satanás é totalmente comprometido com o adultério e com todos os problemas pessoais que levam a ele. Aprenda das Escrituras esta manhã. Quando você luta contra a tentação sexual, sua luta é contra Satanás. Não porque ele criou o desejo, mas porque ele usa o desejo de forma muito poderosa e enganadora.
Resistindo às Mentiras de Satanás Pelo Conhecimento de Deus
Mas nunca esqueça, “O Filho de Deus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo”. O significado do advento é a vitória para todos aqueles que conhecem o Filho de Deus. Há uma forma de resistir à tentativa de Satanás de usar o seu desejo sexual. Deixe-me encerrar dirigindo a sua atenção à passagem em 1º Tessalonicenses 4, mais exatamente os versículos 3-5. Aqui Paulo mostra a diferença crucial entre aqueles governados por suas paixões e aqueles governados por um senso de santidade e reverência. “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus”.  O ponto-chave é “que não conhecem a Deus”. Se você perguntasse a Paulo ‘O que eu posso fazer para que eu fique protegido do poder de Satanás de me enganar no pecado sexual?’ sua resposta seria ‘Conheça a Deus’. Dedique-se com esmero ao conhecimento de Deus. Seja diligente na busca por uma visão sempre mais ampla de Deus.
Ele disse em Romanos 1:28, “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm”. Mas se você acumula o conhecimento de Deus é diligente em sua busca, a escravidão da torpeza será rompida. Em Gálatas 4:8, Paulo disse “Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses”. Libertação da escravidão de Satanás e das suas forças vem pelo conhecimento de Deus. Ou, como Pedro expressou em sua segunda carta (1:3): “Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude”. Quanto melhor conhecer a glória e a virtude de Deus, menor será o poder que Satanás terá sobre você. Você não pode ser facilmente enganado de que o caminho de Satanás é melhor quando você realmente conhece o caminho de Cristo. A única forma de lutar contra a mentira do prazer pecaminoso é com a verdade do prazer reto. Quando você chegar ao conhecimento pleno de Deus – que “em Sua presença há plenitude de alegria e em Sua mão direita estão prazeres para todo o sempre” – você terá vencido Satanás de uma vez por todas. Ele é um mentiroso e não tem poder sobre aqueles que realmente conhecem a Deus.
9 de Dezembro, 1984
John Piper
Tradução: Marcelo Herberts

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