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15 fevereiro 2013

O Crente e as Batalhas

Texto-Base: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33).

 
Existe uma seqüência na vida do cristão: “chamado, capacitação e prova”. Primeiramente acontece o chamado. Deus nos conhece e nos chama pelo nome. Ele sabe todas as coisas a nosso respeito, até mesmo aquelas que nos são desconhecidas e obscuras. O nosso passado, o presente e o nosso futuro lhe são claros como o dia…
Ele nos leva ao Calvário (chamado), para que contemplemos o alto preço que Jesus pagou pela nossa redenção (Rm 8:15-16), e, ali, obtemos o perdão para os nossos pecados. Depois, vamos ao Jordão (capacitação), onde somos batizados, e, sepultando o “velho homem”, damos início a uma nova vida (Rm 8:14).
Então, a exemplo de Jesus, podemos ser imediatamente levados ao “deserto” (prova) para que sejamos tentados (Rm 8:17-18).
 

 

Jesus e o deserto

 
Jesus fez o caminho inverso de Adão. Este começou em um jardim e terminou no deserto, na terra árida e difícil de ser cultivada. Entretanto, o Senhor Jesus, denominado por Paulo de o “segundo Adão” (I Co 15:45-47), começou o seu ministério no deserto e ressuscitou em um jardim (horto) junto ao Calvário.
Jesus veio ao deserto, onde João Batista pregava e, em seu batismo no rio Jordão, fatos maravilhosos aconteceram: os céus se abriram, quando o Senhor saiu da água. O Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea de pomba. E ouviu-se a voz do Pai, dizendo: “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:16-17).
A aprovação do Pai Celestial, a capacitação do Espírito Santo e a confirmação dos céus abertos sobre Jesus eram suficientes para assegurar-lhe uma vida de vitória sobre todas as batalhas que Ele deveria enfrentar.
Esta confirmação acontece também, como “selo”, sobre a vida do crente: os céus se abrem para nós. O céu passa a ser o nosso lar. Sentimo-nos à vontade diante do trono celestial. O Espírito Santo vem habitar em nós. E o Pai nos anuncia diante do mundo que somos seus filhos amados, aleluia!
Mas a Bíblia nos informa que Jesus, logo após o seu batismo “foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado” (Mt 4:1). Nós também passamos por esse mesmo caminho. Logo após a confirmação do Pai e a capacitação do Espírito, então, temos batalhas a enfrentar. Mas nunca estamos sozinhos, não se esqueça.
 

As Tentações

 
A tentação em si não é pecado. Jesus foi tentado pelo diabo, porém Ele não pecou. Ele não cedeu à tentação. Ele não fez o que o inimigo lhe sugeriu, mas permaneceu firme diante do Pai, confiando em suas promessas.
A tentação acontece no campo da mente. Precisamos estar atentos ao que nos vem à mente. Que tipo de pensamento é insinuação maligna? Tudo o que nos tira a paz. Tudo o que não está de acordo com a Palavra de Deus. Tudo o que nos perturba e leve ao pecado. Esses pensamentos precisam ser rejeitados e “varridos” da nossa mente.
Geralmente o inimigo nos tenta nos momentos de fragilidade física ou emocional. Jesus estava com fome, quando veio a primeira prova no deserto. Em todas as lutas o Senhor nos garante uma preciosíssima promessa: “Não veio sobre vós tentação que não fosse humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (I Co 10:13).
As tentações virão, sem dúvida, mas elas jamais serão mais fortes do que as nossas forças. Jamais cairemos no pecado porque a tentação foi acima das nossas forças. E, quando tentados, devemos clamar ao Senhor, pois Ele já proveu o escape para nós. Podemos e devemos vencer todas as tentações, aleluia! O Senhor nos garante a vitória plena.

 

As armas espirituais para vencer a tentação

 
Jesus usou três armas espirituais para vencer a tentação. Quando o diabo tentou atingir a necessidade física do Senhor, isto é, a fome intensa, Jesus usou a Palavra de Deus: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Dt 8:3). A vitória que vence o mundo é a nossa fé (I Jo 5:4). Fé na Palavra de Deus (Rm 10:17). Em suas promessas. A preciosa Palavra de Deus (as Escrituras Sagradas) é nossa “espada de dois gumes” (Ef 6:17; Hb 4:12; Ap 19:15).
A segunda arma que Jesus usou foi o temor do Senhor (Jó 28:28). Quantas pessoas sucumbem às insinuações terríveis do inimigo, com pensamentos cruéis de violência e morte? Falta-lhes na hora o temor do Senhor. Satanás queria que Jesus se lançasse do pináculo do templo: seria suicídio, apesar de falar que os anjos o sustentariam. O inimigo é sempre mentiroso e ele “torce” as Escrituras. Entretanto o temor do Senhor estava bem vivo no coração de Jesus. Ele respondeu: “Não tentarás ao Senhor teu Deus” (Mt 4:7). O temor do Senhor nos traz sábia proteção (Ex 20:20).
A terceira arma é tremendamente poderosa: a adoração. O inimigo se retirou diante da adoração de Jesus. Sua confissão de que somente Deus é digno de adoração mostrou que nada mais atrai o coração do verdadeiro adorador do Senhor, a não ser o próprio Deus. A adoração verdadeira é a mais eficaz arma de vitória do cristão. Devemos atentar para o fato de que o primeiro mandamento é adoração ao Senhor (Mc 12:29-30).
 

A armadura de Deus

 
O apóstolo Paulo nos fala sobre a armadura de Deus para o cristão (Ef 6:10-20). Não podemos ir para a batalha vestidos de pijama e calçando pantufas. Pelo contrário, precisamos estar em prontidão e corretamente vestidos para o combate.
Vejamos todas essas peças da armadura, citadas por Paulo: o capacete da salvação, a couraça da justiça, o cinturão da verdade, as sandálias da preparação do evangelho da paz, o escudo da fé e a espada de dois gumes. Toda essa armadura nos fala de Jesus e sua obra em nosso favor. Ele é a nossa salvação e protege a nossa mente com a certeza de que somos filhos de Deus (I Jo 5:13).
Ele é a nossa justiça e cobre o nosso coração com sua Palavra (Rm 14:17; I Co 1:30; II Co 5:21). Ele é a verdade e cobre a nossa retaguarda (Jo 14:6). Ele é a nossa paz e por onde passamos, levamos as “boas-novas” da salvação (Is 9:6; Ef 2:14). Ele é o Verbo de Deus (Jo 1:1-3) e nos serve de escudo contra as mentiras e os dardos inflamados (de ira, de discórdias, de maldade, de orgulho, etc) do maligno. Ele é a Palavra de Deus, é a nossa arma de ataque, e precisamos saber manejá-la bem, para sermos vitoriosos.
 
Desafio:

Leia os seguintes textos e medite nas batalhas, nas vitórias e nas recompensas por servir a Jesus: Rm 5:3-5; Rm 8:18, 31-39; Rm 12:12; II Co 4:17; Dt 8:1-6; Tg 1:2-4.
Você tem sido tentado em alguma área específica de sua vida? O que tem feito a respeito disso?
Você acha que é possível viver sem pecar (Sl 119:11; 9)?
Como você encara a ordem do Senhor para sermos santos?
Você tem um testemunho de vitória sobre a tentação? Qual foi o “escape” que Deus lhe deu? Compartilhe na célula alguma vitória que obteve sobre a tentação.
 
http://gideoes24h.com/o-crente-e-as-batalhas/


07 janeiro 2013

As 20 Lições Espirituais Extraídas do Deserto

Estaremos desenvolvendo mais um estudo sobre o deserto; desta feita falaremos sobre “As 20 lições espirituais extraídas do deserto”. Vamos acompanhar!

Muitos homens da Bíblia tiveram que ir ao deserto:

• Moisés ficou lá quarenta anos: (At 7:22-23,29-30) (V. 22) Assim Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras.

Deus o preparou 40 anos no Egito;

Deus o preparou 40 anos em Midiã;

Para estar 40 anos na liderança do seu povo.

(V. 23) Ora, quando ele completou quarenta anos, veio-lhe ao coração visitar seus irmãos, os filhos de Israel.

(V. 29) A esta palavra fugiu Moisés, e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde gerou dois filhos.

(V.30) E passados mais quarenta anos, apareceu-lhe um anjo no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo no meio de uma sarça.


Os acontecimentos que marcaram a vida de Moisés nos ensinam lições preciosas.


1. Quanto mais difícil é a tarefa que Deus tem para seus servos, maior e mais difícil é a preparação e o caminho que eles têm a percorrer antes de cumprir sua tarefa.

2. Se estivermos enfrentando muitas dificuldades que não foram causadas por nossa própria imprudência, devemos alegrar-nos no Senhor e aguardar o momento determinado por Deus.

3. Sempre foi assim com aqueles que realmente foram chamados por Ele.

4. Para ser apto a conduzir o povo através do deserto não bastava conhecimentos de astronomia, geometria e geografia.



5. Ele precisava aprender a sobrevivência no deserto, a paciência, à tolerância,

6. O autocontrole e, principalmente, aprender o caminho para uma íntima e profunda comunhão com Deus.

7. O silêncio e a imensidão do deserto, bem como o trato contínuo das ovelhas de seu sogro, deram-lhe essas qualidades.

8. Agora ele sabia que, da mesma forma que as ovelhas, o povo não lhe pertencia. Ele deveria cuidar guiar e, depois, prestar contas.



9. Deus não permitiu sequer que Moisés possuísse o seu próprio rebanho.

10. Todos nós devemos atentar bem para a vida de Moisés.

11. A responsabilidade é grande.

12. Mas o Dono da obra é o Senhor (Mt 9. 38) e é Ele quem proverá os meios e as condições para que o trabalho seja feito.

13.Toda a honra e toda a glória pertencem ao Senhor (Ap 5. 13)

14. Deserto é o lugar de recebermos a chamada de Deus

a) Moisés tem a experiência de fé e é chamado por Deus no deserto. Ex 3.1 (“E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.”)


b) Moisés recebe a visão de Deus no deserto.(no Monte Horebe). Ex 3.2-6 (“E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.

E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima. E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés.

Respondeu ele: Eis-me aqui. E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.”


c) Deus revela para Moisés o estado do seu povo e seu plano de Libertação. Gn 3.7-9 (“E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.

Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu.

“E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.”)


d) Moisés é chamado e enviado por Deus. Gn 3.10 (“Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.”)

e) Observemos o preparo de Moisés para ser o líder, libertador e o legislador de Israel.


15. NO DESERTO ENCONTRAMOS A NÓS MESMOS:

Nós nos redescobrimos no deserto. A existência passa a ser percebida com um verdadeiro sentido de ser. É nessa situação que podemos estabelecer um propósito para vida.

No deserto, Cristo teve avivada a consciência de ser Ele o Filho de Deus. Isso implicava em assumir o motivo de Sua encarnação, o Seu único propósito: a salvação de milhões de seres humanos - a cruz.

Nas situações desérticas nós também passamos a priorizar nossas metas, tendo a convicção profunda de vivermos para a glória de Deus. (Rm 11.36) – “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.


16. NO DESERTO ADQUIRIMOS CAPACIDADE ESPIRITUAL:

No deserto pessoal, nos capacita para resolver problemas mais ou menos semelhantes aos que Satanás apresentou a Jesus.

As tentações querem fazer com que usemos nossa vida para nossos próprios propósitos. Quando somos tentados, somos forçados a nos comprometermos unicamente com nossas metas. Além disso, as situações tentadoras da vida querem até mesmo nos impedir de examinar e reavaliar nossos propósitos.


17. NO DESERTO NOS FIRMAMOS NO CHAMADO DE DEUS:

Quando estamos no deserto a força das circunstâncias, condições e o estabelecimento de prioridades significativas para nossa vida espiritual nos leva a renovarmos nossa vida. Assim, o deserto que a princípio seria um lugar de exaustão e queda passa a ser um ambiente onde o verdadeiro sentido da vida é valorizado.

Dessa forma, reconhecemos nossa identidade como filhos de Deus.


18. No deserto nos deparamos com o silêncio e requer paciência.

Paciência para que os que querem tomar Deus a sério. Paciência não é a arte de esperar, mas a arte de saber, e o que se sabe se espera.

E, no caso presente, saber que Ele é essencialmente gratuidade e, por conseguinte, as iniciativas de uma graça são e serão desconcertantes e imprevisíveis para nós: porque nEle não funciona como em nós.

As leis de causa e efeito, ação e reação, as leis da proporcionalidade, os cálculos de probabilidade, mas somente a lei da Gratuidade: tudo é Dom, tudo é graça.

Deus tem o seu tempo, a sua hora de que na plena gratuidade, que é de falar, tocar, experimentar a nossa humanidade. Importante é nos colocar em profunda, serena e calma atitude de adoração e espera. “Deus vai me falar”.


19. Deserto é o lugar de conhecermos o zelo e as promessas de Deus. (Gn 21.14-20)

Podemos observar isso na experiência de Agar e Ismael



a) Agar e Ismael são despedidos e andam errantes pelo deserto.( Gn 21.14 )“Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu

a) “Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”)

b) Deus prova a fé de Agar. Gn 21.15 e 16 (“E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores. / E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.”)

c) Deus ouve a oração de Ismael e consola Agar no deserto. Gn 21.17 (“E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.”)

d) Deus faz promessa a Agar no deserto. Gn 21.18 (“Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.”)

e) Deus cuida dele lhe dando água e saciando-lhe a sede no deserto. Gn 21.19 (“- E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”)

f) Deus estava com o rapaz no deserto. Gn 21.20 (“E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro”)


20. Deserto é o lugar de esperarmos o tempo de Deus para nossa vida

Davi mesmo depois de ter sido ungido rei, esperou no deserto 18 anos para receber a coroa de Rei.

a) Davi sofre perseguição de Saul e é protegido por Deus. I Sm 23.14 (“E Davi permaneceu no deserto, nos lugares fortes, e ficou em um monte no deserto de Zife; e Saul o buscava todos os dias, porém Deus não o entregou na sua mão.”)

b) Davi recusa matar a Saul. I Sm 24:1-6 (“E SUCEDEU que, voltando Saul de perseguir os filisteus, anunciaram-lhe, dizendo: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. Então tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi em busca de Davi e dos seus homens, até sobre os cumes das penhas das cabras montesas.

E chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde estava uma caverna; e entrou nela Saul, a cobrir seus pés; e Davi e os seus homens estavam nos fundos da caverna. Então os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia, do qual o Senhor te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem aos teus olhos.

E levantou-se Davi, e mansamente cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que depois o coração doeu a Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul.

“E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do Senhor.”)

c)
Segundo alguns eruditos, Davi recebeu a unção de Deus aos 12 anos, e segundo a bíblia ele começou a reinar com 30 anos.(2Sm 5.4 )“Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; quarenta anos reinou.”


O que fez Davi antes?

Matou o urso
Matou o leão
Expulsou o demônio de Saul
Matou o gigante Golias

Faça como Davi mesmo que esteja no deserto espere o tempo de Deus.

Jesus passou momentos difíceis no deserto, mas jamais tirou os olhos de Deus. A Bíblia diz que Jesus foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecar (Hb 4.15).

Aqui temos o exemplo dos níveis de tentação: no corpo, na alma e no espírito. Assim nós também somos tentados, em todo o nosso ser.

Aprendemos que Jesus passou pelo deserto, mas venceu as tentações e teve um lindo e poderoso ministério. E quanto a nós, você e eu?

Saiba que deserto não é lugar de permanência, mas de passagem. O tempo que ele vai durar depende somente de nós, de onde estão fixos os nossos olhos. Se nos problemas não venceremos as tentações.

Mas, se estão no Senhor, na Sua Palavra, venceremos e logo sairemos dele!
Eu não sei se você já passou ou está passando pelo deserto. Mas entenda que algum propósito contigo Deus tem, Ele quer te dar ricas experiências com Ele.

Portanto use o deserto, aproveite o deserto para crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus, amém!


Autor: Jânio Santos de Oliveira

26 agosto 2011

Ouvindo a Deus no Deserto


O deserto é um lugar especial no coração de Deus e, não há um filho Seu que ainda não tenha passado por essa situação. Para entender o deserto e o seu significado, é preciso que nos posicionemos, para que possamos compreender, de fato, qual a importância e a relevância que temos. Mas você pode se perguntar: quem sou eu? E que importância tenho?

Você foi criado à imagem e à semelhança de Deus e, isso quer dizer que não há nada mais importante nessa vida do que você; só Deus é mais proeminente do que o homem, porque Ele é a essência de todas as coisas. Os anjos, por exemplo, não tiveram esse privilégio. Foram criados como seres espirituais especiais para estarem à disposição do Altíssimo. Porém teve um ser, Satanás, que desejou tanto esse direito e, buscando a posição de ser igual a Deus, tornou-se maldição para sempre. Eu e você, contudo, somos a imagem e semelhança do Pai. Aleluia!

Outro aspecto significativo é o fato de que somos filhos de Deus e ocupamos um lugar distinto no coração desse Pai. Qual o pai que não deseja o melhor para o seu filho? Todos aqueles que são pais sabem que, ao nascerem os filhos, sua dedicação a eles é quase exclusiva. E, embora os filhos cometam alguns deslizes, alguns erros, jamais deixarão de ser filhos; seus pais, em tempo algum, os abandonarão. Pai é pai! Eles sabem o que é o melhor para os seus filhos.

Um dia eu achei que tinha o pior pai do mundo. Um sujeito rude, que ao meu ver era desprovido da capacidade de compreender; um ditador, um senhor feudal. Eu tinha medo dele e, por muitos anos vivi assim... Quando conheci a Jesus, deparei-me com algo que não gostei: o mandamento de honrar pai e mãe. Honrar minha mãe, tudo bem! Agora, honrar o meu pai... onde estavam os motivos?

Certa vez, após um longo período de oração, encontrei-me com uma irmã que Deus havia colocado à minha frente como bênção. Eu lhe confidenciei não conseguir amar o meu pai e em prantos passei a narrar para aquela irmã alguns fatos. Ela me disse: meu filho, nenhum fato, jamais, sobrepujará o mandamento de honrar pai e mãe, ainda que isso vá de encontro a toda lógica humana que se estabeleceu em sua vida. Eu não gostei daquela resposta; achei que a irmã não tinha me compreendido... mas, ela sabia muito bem o que estava falando.

Meu pai podia até ser o melhor pai, todavia eu não o via assim devido as amarras que não me deixavam enxergar o bom homem que ele era; só via o que me interessava. Na verdade, as atitudes de meu pai, por mais violentas que fossem, desejavam imprimir nos filhos o melhor. Mas, só compreendi isso depois.

Quando cresci, numa busca desesperada por uma resposta, pedi a minha mãe que me falasse dos meus avós paternos. Ela me disse: seus avós morreram muito cedo quando o seu pai ainda era uma criança. Esse fato fez com que os irmãos mais velhos fizessem uma reunião e, na ocasião, meu pai não estava. Quando chegou, ninguém percebeu sua presença. A conversa era para decidir onde ele ficaria, pois nenhum dos irmãos o queria em casa por ser muito agitado. A opção foi morar com uma tia numa realidade muito diferente da sua, a começar pela casa que de tão pequena não havia espaço ao menos para que dormisse. Dessa forma, descansava na cocheira junto aos cavalos...

Lembra que falei daquelas ações duras do meu pai comigo? Eram para me dizer: "eu não quero você dormindo numa cocheira"; "eu não quero que meus filhos não tenham um teto para abrigá-los". A partir de então, ele deixou de ser o último homem do planeta Terra, para ser o primeiríssimo da minha vida, pois entendi que ele era espetacular! Aleluia! Não há pai que não gere o seu filho em amor. E, se ele não demonstra amor por você é porque muitas vezes ele não sabe como fazê-lo. Ele o ama.
Aí, você me pergunta: pastor o que tudo isso tem a ver com deserto? Você vai entender.

O deserto é um lugar de escassez, onde os elementos vitais, como água e alimento, características básicas, quase não existem. Isso não parece antagônico? Começar a ministração falando de algo tão bom, especial e ter esse significado: escassez? Depende do seu ponto de vista.

Só há um deserto que não é bom na vida de uma pessoa: o deserto do pecado, da rebelião, do coração distante de Deus; o deserto da quebra de princípios. Porém, estou falando a filhos e a candidatos a filhos de Deus.

Em Mateus 4:11 lemos a narrativa de Jesus no deserto. O deserto é uma marca inerente aos grandes homens de Deus. E, se você acredita ser um líder ou alguém que recebeu um chamado, um comissionamento da parte de Deus, há de passar por um grande deserto. Esse lugar passará a ser um lugar especial no seu coração. Pois não há nada de Deus para nós que deixemos de gostar. O que existe, na verdade, é uma ignorância, um desconhecimento de causa.

Quando Deus chamou Abraão na Babilônia, Ele não se importou com os grandes feitos, nem as riquezas e status que tinha. Deus não alertou a Abraão que ele seria moído no deserto e o quanto seria difícil para que ele trabalhasse suas economias naquele lugar. Sabe por quê? Deus não tem uma visão circunstancial; Ele sempre tem em mente o resultado que quer produzir em nós. Quando o Senhor nos chama é sempre para algo maior do que somos, e maior do que temos. Todos têm um chamado de Deus. Até você que pensa: "será que estou no lugar certo, fazendo a coisa certa?", tem um chamado. Isso é a crise do deserto e de quem não tem conhecimento de causa e nem da missão que possui. Contudo, Deus tem paciência e quer lhe ensinar e lhe conduzir em todo o tempo para um lugar melhor.

Jamais a palavra de Deus vai nos encontrar em um lugar e vai nos deixar no mesmo lugar ou num lugar pior. Pelo contrário, quando a palavra nos encontra, leva-nos a um lugar mais adiante... E, se essa palavra lhe encontrou, não vai deixar você perecer no meio do caminho; não vai deixar você ser humilhado, reduzido à pobreza, à miséria... Deus levará você para a terra que mana leite e mel, um lugar de glória, um caminho maior.

Deus só tem pensamentos bons para os seus filhos, a despeito do contexto familiar ou traumas que você tenha com relação a seus pais. Ele é um Pai perfeito e n'Ele não habita injustiça.
Marcel Alexandre da Silva

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