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25 dezembro 2013

SANTIDADE NA FAMÍLIA


“Sede santos assim como eu sou santo.” (I Pedro 1:16)

“...eu e minha casa serviremos ao Senhor.” (Josué 24:15)

 Deus criou a família e a chamou para uma vida plena de santidade.

O tema santidade é reconhecido por todos os líderes bíblicos. Inclusive Josué, aquele que conduziu o povo para a terra prometida, convoca todo o Israel a uma renovação de pacto, dizendo que só os que temessem a Deus poderiam servi-lO, porque o Senhor é santo (Josué 24:19). E porque era um chefe de família temente a Deus, com veemência afirmou: “...eu e minha casa serviremos ao Senhor.” (Josué 24:15)

Ao referir-se à santidade de Deus, Josué incluiu logo sua responsabilidade de conduzir toda a sua família ao Senhor, porque a visão de Deus é familiar. Deus conta com a família para que Seu plano se cumpra plenamente (Gênesis 12:1-3).

Deus valoriza tanto o vínculo familiar que condiciona a resposta das orações do marido à sua convivência de boa qualidade com a sua esposa. “Vós maridos, vivei com suas esposas com entendimento, dando honra à mulher... para que não sejam impedidas as vossas orações”. (I Pedro 3:7)

Nós que nascemos de novo devemos deixar Deus fazer o sobrenatural nas nossas vidas, usando-nos como canal para atingir todos os nossos parentes. O problema mais crônico na família é que continuamos vivendo segundo muitos conceitos do mundo; isso atrapalha os planos de Deus em um tempo que é de santidade e de sermos abençoados plenamente.

Por muito tempo, o diabo implantou no meio da família o espírito de divórcio, separação, quebra de princípios e degeneração. É um espírito hereditário que permeia a família e deve ser rejeitado (Malaquias 2:15 e 4:6). Há uma tão grande resistência em nosso coração que só Deus, trazendo os Seus princípios, pode tornar-nos flexíveis, transformando, assim, nossa mentalidade deteriorada pelo pecado. Devemos cumprir a ordenança bíblica: “Sede santos em todo o vosso procedimento” (I Pedro 1:15), e, assim, a família manterá a libertação e a cura.

 Três áreas de chamada profética para a verdadeira santidade


1. Frutificação

A frutificação está relacionada à santidade. É a causa para que as bênçãos sejam cem por cento manifestadas (João 15:4). Frutificar fala do nosso relacionamento familiar, sim, pois devemos a cada dia gerar uma maturidade familiar através do diálogo com o cônjuge e com os filhos. A família precisa gerar amigos. De que forma? Pais e filhos que se respeitam porque compreendem que precisam dar bons frutos dentro de casa primeiro.

2. Multiplicação

Se a espécie do fruto é a santidade na vida do líder, a multiplicação, o resultado, o efeito, será segundo tal espécie. “... deem fruto segundo a sua espécie...” (Gênesis 1:11)

Por isso, devemos primeiro manter a santidade para depois multiplicar. A dificuldade é que muitos não tratam a frutificação e multiplicam problemas. A multiplicação de vidas será de acordo com o caráter do líder. Logo, o líder deve cuidar do seu caráter visando a sua edificação pessoal e a formação do caráter de seu discípulo.

Como discipuladores, precisamos estar atentos, pois nossos discípulos estão olhando para nosso exemplo. Todo líder deve caminhar de tal forma que possa dizer: “Sede meus imitadores, como eu também o sou de Cristo.” (I Coríntios 11:1)

Para muitos, é fácil reunir multidões, mas o verdadeiro êxito está em conservar a santidade na sua vida e na família. Isso é o mais importante, porque, assim, conseguem, consequentemente, levar outros à santidade.

Quando Adão e Eva perderam a santificação, quebraram a aliança, multiplicaram sem santidade e viram um filho matar o outro. O mesmo aconteceu com Abraão, que recebeu uma promessa, mas, para que a mesma se cumprisse, era necessário sair do meio de sua parentela, porém decidiu levar consigo seu sobrinho Ló e sofreu algumas consequências por causa disso. Assim foi com os líderes em Israel que não obedeceram, tiveram frustrações e destruições.

Então, devemos primeiro multiplicar santidade na nossa família, pois sem santidade até conseguimos multiplicar outras coisas, mas atraímos problemas e colhemos consequências nada agradáveis.

3. Governo

Só vamos governar quando frutificarmos e multiplicarmos em santidade. Essa é a chave para a vida do líder. Para Deus, o mais importante é a santidade, pois a santificação nos leva a guardar os princípios divinos, únicos que norteiam uma administração justa em todas as áreas da vida. Além disso, a santidade propicia uma multiplicação na legalidade, com um resultado satisfatório.

O líder que quer governar precisa ter elementos fortes em seu caráter, tais como:


3.1 Santidade

Ser santo é ter uma vida no Altar do Rei. Esta é a vontade de Deus: a nossa santificação. Se um líder não preservar a santidade, não terá êxito nos seus projetos.

3.2 Família modelo

A visão é familiar; um dos alvos principais da Visão é a restauração da família, restaurando-a. O líder tem como responsabilidade primeira sua célula principal, que é a sua família. A santidade dentro de casa é a forma de impedirmos a atuação de espíritos familiares que afetarão a liderança, interferindo também no seu trabalho de formação de discípulos.

3.3 Demonstração de frutos

O líder deve ser o modelo para os fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza (I Timóteo 4:12). O fruto deve ser aparente. Onde aparecerão? No bom relacionamento na família, na Igreja, nas Células, na convivência com os 12, no convívio social.

O líder deverá ser o modelo em tudo. Se nós estivermos com as nossas vidas na presença do Senhor, o respaldo nos acompanha. Cada um de nós deve avaliar como anda nossa vida e permitir que a graça do Rei nos tome completamente.


Vivendo em santidade, veremos o fruto em nossa vida e família. Vamos frutificar, vamos manter a santidade, que é a causa do sucesso. Devemos conservar a santidade para multiplicarmos com êxito e o governo de Deus estará sempre na nossa vida como resultado da autoridade recobrada.

14 fevereiro 2013

O movimento profético em louvor e adoração

 

Necessita-se de uma nova definição funcional do que se quer dizer ao falar de movimento profético na adoração
 

Capítulo traduzido do livro “Explorando a Adoração”, escrito pelo pastor Bob Sorge.
O MOVIMENTO PROFÉTICO EM LOUVOR E ADORAÇÃO
 
Pr. Bob Sorge
O louvor e a adoração são complementos naturais da função dos dons do Espírito    (I Co 12.4-11), em particular a profecia; ambos se relacionam com o ministério profético e tem interação com ele. Há uma variedade de modos mediante os quais o crente pode funcionar de maneira profética na adoração. Entretanto, a forma mais comum do ministério profético é a profecia oral. Algumas igrejas põem ênfase no uso dos cânticos proféticos. Neste capítulo se colocará a atenção nos aspectos musicais da profecia e seu papel e função na adoração congregacional. Ao descobrir o que é adoração profética e como se move na congregação, também se descobrirá toda nossa dimensão na relação da adoração do crente com Deus. Necessita-se de uma nova definição funcional do que se quer dizer ao falar de movimento profético na adoração. A seguinte declaração servirá como definição: mover-se profeticamente na adoração é mover-se com o conhecimento do desejo e a direção do Espírito momento a momento, disce ir a direção do Espírito, e dirigir o povo de Deus a uma participação mais completa nela. Quando um se move profeticamente na adoração, não tem que se levantar e dizer: “Assim diz o Senhor…” Essa é uma aplicação muito clara do manto profético. Neste sentido mais amplo, os líderes da congregação se propõem discernir o movimento do Espírito no meio do culto de adoração, e logo intentam ajudar o povo de Deus a preparar-se para receber tal influência. O diretor de adoração pode dar-se conta que algo está bloqueando os santos em certo culto, e logo pode perceber no Espírito o que tem que dizer (ou fazer) para corrigir o problema. Ao discernir a mente do Espírito, o diretor de adoração pode corrigir uma situação difícil, e esta é a essência do fluxo na unção profética. Qualquer líder eclesiástico sabe que se encontram muitas dificuldades pequenas nos cultos de adoração. Tais coisas assustam tanto a alguns líderes de adoração que chegam a renunciar a seus postos. O que o líder de adoração necessita, não obstante, é informar-se dos distintos obstáculos e problemas que podem estar ocorrendo. O Espírito pode ajudar a que o líder entenda o problema, e depois lhe dar sabedoria sobrenatural para tratá-lo, naturalmente algo que esteja na sua esfera de ação. Vale dizer que Deus quer que líderes, especialmente em música, funcionem sob uma unção profética; porém há que ampliar essa declaração ainda mais para dizer que Deus quer que todos os crentes participem da adoração profética.
 
 
A ADORAÇÃO PROFÉTICA
 
O que significa a adoração profética? Seu protótipo está em Gênesis quando o Senhor Deus descia ao jardim do Éden, ao cair da tarde, para comunicar-se com Adão e Eva (Gn 3.8-9). A adoração profética é sensivelmente caminhar e falar com o Senhor. Deus sempre tem ordenado que a adoração seja algo mais que um monólogo de crente que expressa seus sentimentos a Deus. A adoração é mais que só falar a Deus; também é Deus que fala ao crente. A adoração é um intercâmbio, um diálogo.Tem-se dito que a adoração é a linguagem do amor. Quando o crente adora, ele expressa seu amor a Deus; porém o amor deve fluir como meio de comunicação entre dois indivíduos. Deve haver um toma lá e dá cá; falar e escutar; a transmissão e a recepção. Ao expressar amor a minha esposa, não me estendo na explicação de meus sentimentos, nem ocupo conversando sobre as minhas opiniões, senão que dou oportunidade de responder para dê expressões as suas emoções. A adoração deve conter ambos elementos para que seja completa. Deve constar das expressões do crente a Deus, e também o crente deve escutar as respostas de Deus. Em muitos cultos de adoração se canta, se grita, louva, fala-se em línguas e também se expressa amor a Deus na adoração; porém o líder diz: “Podem sentar-se”. Não se dá oportunidade para Deus responder. Ele quer falar ao crente e expressar os seus sentimentos. Talvez não haja tempo para escutar a Deus porque há um pregador convidado para esse domingo, ou há dedicação de uma criança, ou a congregação se senta satisfeita por ter expressado as suas emoções, porém Deus não teve oportunidade de falar-lhe. Por não reconhecer a relação entre o louvor e adoração (a congregação fala) e a profecia (Deus fala), se perde um elemento muito importante da adoração.
 
O CASAMENTO BÍBLICO ENTRE A MÚSICA E A PROFECIA
 
Há um plano a disposição dos crentes no ministério musical do qual não desfrutariam os que crêem que o dom ou a unção proféticos já não é para o uso da igreja contemporânea. Não se diz isto para depreciar os cristãos que não crêem na plenitude do Espírito Santo manifesta, como se sabe, em falar em línguas, os dons do Espírito, e assim sucessivamente; porém a triste verdade é que aqueles bons irmãos, ao não crerem, deixam de alcançar um plano mais completo e bendito no louvor e adoração e, se não aceitam o papel da profecia na música e na adoração, nunca terão o gozo de participar nela. A Bíblia mostra a formosa relação que existe entre o papel da música na igreja e a função da profecia. Não se trata da música vocal apenas, senão da instrumental. Em I Cr 25.1 diz que Davi e os líderes de Israel separaram certos músicos levitas especialmente “para o ministério… para profetizarem com harpas, saltérios e címbalos”. O versículo 3 menciona alguns levitas, e diz que eram os “que profetizavam com harpa, para aclamar e louvar a Jehová”. Há duas maneiras de interpretar esses versículos. Poderia-se dizer que os levitas profetizavam enquanto tocavam instrumentos musicais; ou tocavam os instrumentos sob a influência profética (manto profético).Saul teve uma experiência assombrosa quando Samuel o ungiu por rei sobre Israel. Depois de ungi-lo, Samuel lhe profetizou coisas que ocorreriam aquele dia, para que estivesse seguro do chamado do Senhor (I Sm 10.5-6). Os versículos seguintes dizem que isso foi exatamente o que passou. Imagine o leitor essa cena: de um lugar alto descia um grupo de músicos que tocavam seus instrumentos, com um grupo de profetas que cantavam e profetizavam ao caminhar. Nesse tempo, quem sabe, um tomou a lira e tocou uma melodia. Então o Espírito de Deus veio sobre um profeta, que profetizou e louvou o Nome do Senhor. Enquanto os músicos tocavam, se manifestou a profecia e Saul participou nela.O profeta Eliseu também reconhecia a relação íntima que existe entre a música e a profecia. Uma vez esteve em uma situação em que se esperava que profetizasse, porém não o quis. Deveria comparecer ante os reis de Israel e Judá, que haviam unido forças contra Moabe. Jorão, o rei mau de Israel, estava de um lado, e Josafá, o rei piedoso de Judá, estava no lado oposto. Antes de atacar a Moabe, Josafá lhe perguntou a Jorão se havia um profeta em Israel que tivessem uma mensagem de Deus. E Jorão mandou chamar a Eliseu. Eliseu chegou cheio de indignação justa e disse ao rei de Israel: “Vive Jeová dos exércitos, em cuja presença estou que se não tivesse respeito ao rosto de Josafá, rei de Judá, não te olharia, nem te veria” (II Rs 3.14). Estava irado. O ímpio Jorão não lhe era nem um pouquinho agradável, e não vacilou em dizê-lo. Seu espírito estava agitado, e lhe pediram para profetizar. Disse: “Trazei-me um músico. E enquanto o músico tocava, a mão do Senhor veio sobre Eliseu, que disse…” (vv 15-16). É muito difícil profetizar quando se está com o espírito ou a alma perturbada. Eliseu sabia acalmar seu espírito. Pediu um músico, e enquanto o músico tocava a harpa, seu espírito se acalmou, e sentiu que o Espírito de Deus se agitava em seu coração, e o ministério profético fluía. A música pode abrir o fluxo profético ao acalmar o coração para que o crente seja mais receptivo ao Espírito de Deus.O músico pode funcionar de modo profético também. Ao tocar com sensibilidade no Espírito, o músico pode fazer mais em poucos minutos para que o coração do crente se abra ao Senhor, do que poderia conseguir em horas de pregação. Um cântico profético e ungido que se toca em um instrumento pode acrescentar muito à qualidade de um culto de adoração.
 
O CANTO DO SENHOR
 
A Bíblia diz que o Senhor se une na congregação no canto (Sf 3.17). Quando a igreja canta louvores a Deus, Ele responde com cânticos também. O Salmo 22.22 diz: “Anunciarei o teu Nome a meus irmãos; no meio da congregação te louvarei”. É um salmo messiânico que fala muito do Senhor Jesus. E autor de Hebreus também esclareceu que Jesus era o que falava nesta passagem (Hb 2.12). Quer dizer, quando a congregação louva ao Senhor, Jesus a acompanha ao cantar louvores ao Pai. O Pai canta com os santos, e o Filho canta no meio da congregação. Esse é o canto do Senhor. O cântico do Senhor se usa amplamente para referir-se ao canto profético, ou melhor, a expressão profética cantada ao Senhor ou aos crentes (II Cr 29.27). O que era este cântico de Jeová? Era um cântico profético ou uma expressão espontânea sob a unção do Espírito de Deus? O Salmo 137.1-4 dá mais informações acerca da expressão: “Juntos aos rios de Babilônia, ali nos sentávamos, e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Sobre os salgueiros pendurávamos as nossas harpas. Os que nos haviam levado cativos nos pediam que cantássemos, e os que nos haviam desolado nos pediam alegria, dizendo: Canta-nos alguns dos cânticos de Sião. Como cantaremos cântico de Jeová em terra estranha”. Esse cântico de Jeová é também os cânticos de Sião. Eram os cantos de louvor e adoração favoritos da época. Como se sabia que esses cantos de Sião eram formosos e deleitáveis, era de se esperar que os Babilônios, que haviam aprisionado a Israel, desejassem ouvi-los e exigiram que fossem cantados. Se a expressão cântico de Jeová não se aplica ao canto profético na Bíblia, então, se deveria evitar? Não necessariamente, porém opino que a questão não é clara. Com freqüência se chama a um canto profético canto do Senhor, quando é somente o canto de um homem. Que termo, então, descreve melhor o canto profético? Pois bem, a expressão canto profético é apropriada, porém o apóstolo Paulo os chama cânticos espirituais, termo do qual falaremos mais tarde. A adoração profética pode tomar uma forma muito formosa quando o cantor, sob a unção profética do Espírito, canta o cântico de Jeová ou a canção profética, de modo que todos os santos podem escutar e participar na canção que Jesus canta entre o Seu povo. As profecias orais são muito boas e significativas, porém as cantadas podem ser mais ainda, sensivelmente porque o canto é mais agradável ao ouvido que a palavra falada. Ambas as formas cumprem o seu fim, porém uma mais elevada que a outra. Por isso, se alguém tem uma mensagem profética para a congregação no meio do culto de adoração, talvez queira cantá-la aos santos.“Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi e de Asafe, o vidente; e eles louvaram com grande alegria; e se inclinaram e adoraram” II Cr 29.30.A Asafe se lhe chama aqui de vidente. Asafe era o músico principal nos tempos de Davi; era o diretor de música. Também era vidente. Tinha uma definida unção profética sobre o seu ministério de música. O Senhor quer que os diretores de música sagrada tenham a unção profética. Muitas igrejas têm músicos capazes que não sabem nada do que é mover-se na unção do Espírito. Para ser diretor de música se deve manifestar algo mais que a capacidade musical; também tem que se desprender, deixar de depender da capacidade humana, para fluir profeticamente com o mover do Espírito na congregação. Um passo a mais. Se Deus tem chamado alguém ao ministério da música, se essa pessoa sabe que Deus a tem chamado para ser cantor, líder de adoração ou músico, sugiro que Deus quer que essa pessoa funcione profeticamente. Ele não chamaria a ninguém ao ministério da música sem equipá-lo também para desempenhá-lo.

SALMOS, HINOS E CÂNTICOS ESPIRITUAIS.
 

O apóstolo Paulo se referiu a um elemento de adoração profética quando mencionou salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5.19; Cl 3.16). Tem havido uma diferença considerável de opiniões acerca do que o apóstolo Paulo quis dizer quando usou tais palavras. As seguintes definições merecem um estudo cuidadoso. Não há dúvida de que quando o apóstolo falou de salmos se referia aos cantos das

Escrituras. Os Salmos compreendiam a maioria dos hinos da Igreja Primitiva. Estou seguro de que também se usavam partes de outros livros, como Isaías, ou o Pentateuco. Hoje em dia se cantam salmos, ou seja, as Escrituras com tons contemporâneos. O hino, palavra usada pelo apóstolo Paulo, não é nada mais que um canto de composição humana. A letra não se copia das Escrituras, senão se compõe na mente do poeta, e depois se põe música que a embeleze. Segundo esta definição, a maioria dos cânticos dos hinários cai na categoria de hino dado pelo apóstolo Paulo. Também há muitos corinhos que se cantam na atualidade que podem estar na categoria de hinos. Não são hinos no sentido de formar parte dos hinários, porém são cânticos curtos de louvor e adoração, compostos por um indivíduo sob a unção criadora do Espírito Santo. Como tais, também se podem chamar hinos. A razão para mencionar os corinhos é que há pessoas que sugerem que são na

realidade cânticos espirituais. Ao dizer isso, tais pessoais passam completamente por cima da beleza e essência verdadeira dos cânticos espirituais. Outra razão para pôr ênfase neste ponto é que alguns crentes sinceros têm usado este versículo do apóstolo Paulo para defender o uso de hinários na igreja, porém o apóstolo Paulo não falava de hinários modernos. O hino que conhecemos hoje em dia é uma forma artística que surgiu dentro dos últimos séculos; os hinos, nesse sentido, não existiam na época da Igreja Primitiva. Por isso, as Escrituras não dão uma sanção sagrada aos antigos hinos da Igreja. Não há nada sagrado em si na forma de hino que se conhece agora. Não estou contra os hinários, senão do uso de Ef 5.19 como premissa bíblica para manter os hinários nas igrejas.Como o apóstolo não se referia aos hinários que muitas igrejas tem usado nesses anos recentes, se deveria então cantar os hinos que são tão conhecidos e amados? Claro que sim, porém a razão para isto deve ser diferente de: “A Bíblia disse que se cantem hinos a Deus”. Algumas igrejas carismáticas contemporâneas têm eliminado de tudo o uso dos hinários, sem violar a recomendação do apóstolo Paulo. Os cânticos espirituais são sensivelmente canto do espírito, ou seja, canções espontâneas que o espírito do homem eleva ao Senhor. Às vezes se expressa na língua nativa, e outras vezes em língua desconhecida. Em geral, não são premeditadas nem estudadas, senão oferecidas de modo espontâneo a Deus. A beleza dos cânticos espirituais está na sua individualidade. Todo adorador pode cantar seu cântico único ao Senhor; é uma oferta que agrada muito a Deus porque é a expressão genuína de cada indivíduo. Muitas igrejas permitem o canto de salmos e hinos, porém relativamente poucas, os cânticos espirituais. Contudo, este tipo de canto espontâneo pode ser uma das expressões mais satisfatórias de louvor e adoração que se dá ao Senhor. Com os cânticos espirituais, o crente pode passar com mais facilidade aos planos de adoração profética. Outra maneira formosa de cantar os cânticos espirituais é quando o diretor de música escolhe a melodia de um corinho conhecido e, em vez de cantar as palavras que todo mundo sabe, ele diz a congregação que cante a mesma melodia, porém com palavras escolhidas por cada um que queira louvar e dar graças ao Senhor. Assim se pode cumprir a ordem bíblica de cantar um cântico novo ao Senhor, e nem sequer há que aprender uma composição nova. Uma vez fui a uma reunião de oração em um lar e me foi confiada a tarefa de dirigir a adoração. Durante a preparação para a adoração, não podia pensar em nenhum canto que quisesse cantar. Repassei toda a lista e nada me chamava atenção. Então decidi que não cantaria nenhuma canção. Pois bem, com a melodia do corinho “Aleluia”, nós cantamos nossos próprios versos ao Senhor. Todos podíamos elevar a voz com uma expressão significativa de amor e agradecimento ao Senhor, e não tivemos que aprender uma composição nova para consegui-lo. Havia uma liberdade formosa no grupo essa noite, e aprendi uma lição valiosa: não temos que cantar cânticos conhecidos para adorar. Também podemos cantar cânticos espirituais. Outra forma musical que tem ganhado popularidade mais recentemente é o canto de cânticos espirituais com certas seqüências de acordes. Esta técnica musical pode ser em si uma forma de arte difícil de dominar.
NÍVEIS DE CÂNTICOS ESPIRITUAIS.
 
Em geral, há dois níveis de cânticos espirituais. No primeiro se canta de maneira espontânea ao Senhor para o deleite exclusivo dEle e do crente. No segundo, o cântico espiritual é para benefício e edificação de toda congregação; então, os cânticos espirituais podem tomar pelo menos quatro formas.
 
1. No sentido mais amplo, se pode cantar um cântico espiritual que não seja mais que um louvor sensível ao Senhor que se expresse aos ouvidos da congregação. Esse tipo de cântico espiritual não requer que o cantor tenha uma grande unção profética. Talvez uma pessoa transborde de agradecimentos ao Senhor por Sua bondade, e sinta que o canto de ações de graças seriam uma bênção e inspiração para todo o grupo. Então canta um cântico novo e espontâneo de agradecimento ao Senhor aos ouvidos da congregação, quem sabe com o microfone. (Os líderes da cada igreja decidem acerca do uso de microfones para o canto público). Depois de que se cante, a congregação pode julgar se tal expressão é apropriada. Se o nível geral da adoração e louvor aumenta devido a esse cântico espiritual espontâneo, então há segurança de que se fez em Espírito. Se ocorrer o oposto, temos que aprender com os erros e tratar de melhorar a qualidade e o conteúdo dos cânticos espirituais.
 
2. A expressão mais precisa de um cântico espiritual seria o chamado o cântico de Jeová. Neste tipo de expressão, o cantor percebe de modo profético o canto do esposo para a Sua desposada e o apresenta a congregação. Muitas vezes se canta na primeira pessoa do singular. Por exemplo: “Povo meu, me glorio em teus louvores”. Assim o Senhor fala a Sua igreja por meio de um vaso humano que comunica uma percepção profética.
 
3. Outro tipo de cântico espiritual é muito semelhante a profecia falada, só que é cantada. Como expressão profética, devem conformar-se as normas de I Co 14.3, quer dizer, que deve edificar, exortar ou consolar o povo de Deus. O cantor dá uma mensagem profética de exortação ou consolo do Senhor para o povo.
 
4. Por último, o cântico espiritual poderia ser um reflexo de um canto celestial. Por introspecção profética, uma pessoa poderia cantar na congregação um canto que nesse momento se canta no céu ao redor do trono de Deus.Requer-se um esforço para manter o equilíbrio entre os salmos, os hinos e os cânticos espirituais. Quando há desequilíbrio em alguma parte, rápido se desenvolve uma rotina característica. Há pastores que, para manter o canto de hinos, eles pedem ao diretor de adoração que cante pelo menos um cântico do hinário em cada culto. Podem incluir hinos no repertório da igreja ainda que não se tenham hinários.Na busca do equilíbrio entre os salmos, os hinos e os cânticos espirituais, a maioria das igrejas tende a descuidar da última categoria, provavelmente porque os cânticos espirituais requerem muita iniciativa individual. Muitas pessoas são introvertidas quando se trata de expressar-se diante de Deus em companhia de outros crentes. Tem que se treinar (instruir) a congregação para que responda ao Senhor, sem que ela fique dependente do líder de adoração.
 
ISTO É PARA TODO MUNDO
 
Ao ler estas linhas, em particular o relacionado com os cânticos espirituais, alguém talvez pensaria: “Nunca poderia fazer isso, porque não tenho essa classe de unção profética em minha vida”. Há um espírito de profecia sobre todos os santos de Deus, se o reconhecem e o aceitam. Em Ap 19.10 diz: “O testemunho de Jesus é o espírito da profecia”. Isto sugere duas coisas: ao testificar de Jesus, o espírito profético se pousa sobre o crente e, ao profetizar, o crente deve testificar de Jesus.Além disso, a Bíblia demonstra que Deus deseja que todo seu povo funcione (se mova) de modo profético. O gérmen dessa idéia ocorreu no princípio da história da nação de Israel quando seus anciãos foram a um lugar separado, com Moisés e Josué, a buscar ao Senhor (Nm 11). Quando o Espírito de Deus veio sobre aqueles setenta anciãos, todos profetizavam. Dois anciãos, que tinha outros compromissos, e não puderam estar com os demais, sobre eles veio o Espírito também enquanto estavam no acampamento, e profetizavam. Alguém correu e levou esta informação a Moisés, e Josué disse: “Meu senhor Moisés, impeça-os”. Observe a reação de Moisés: “Tens tu ciúmes por mim? Quem me dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre eles” (Nm 11.28-29). É bem possível que Joel tivesse pensado nessa oração de Moisés quando profetizou o derramamento do Espírito “sobre todo a ca e” (Jl 2.28). O desejo de Moisés se to ou em realidade nesta época do Espírito Santo, pois desde o dia de Pentecostes (At 2), Deus tem colocado Seu Espírito de maneira indiscriminada sobre todos os povos e nações. Quando eu começava a entender o papel da profecia na adoração, queria que o Senhor me usasse de maneira profética, porém não estava seguro de que essa fosse a Sua vontade. Perguntei-Lhe: “Verdadeiramente queres me usar de maneira profética? Eu não havia funcionado assim antes, nem havia tido a experiência em que alguém me impusesse as mãos para repartir o dom de profecia. Não havia ouvido uma voz do céu, nem havia corrido um friozinho na coluna vertebral. Então, como saberia? O Senhor me chamou a atenção aos versículos considerados antes (I Cr 25.1,3; I Sm 10.5-6; II Rs 3.15-16; II Cr 29.30), e me dei conta de que como o Senhor me havia chamado ao ministério da música e me havia ungido para dirigir adoração, também queria que tivesse um manto profético sobre a minha vida e ministério. O que faltava fazer era por em prática. Assim o fiz. Movi-me com a unção profética e, em seguida, descobri que outros a confirmavam como verdadeira.
 
O PASSO DA FÉ
 
Um princípio falado em Romanos 12.6 de muita importância para desatar a unção profética na vida: “Se o dom de alguém é o de profecia, que se use em proporção com sua fé”. Pela fé se abre o dom profético. A primeira vez que alguém se atreve a mover-se de modo profético, necessita uma fé abundante. Se o crente não está preparado para exercer sua fé assim, Deus nunca o usará no plano profético. Espera-se um raio do céu ou até que a mensagem profética lhe queime o coração de modo que não possa reter o que se deve proclamar, a espera será longa. Quando o crente sabe que Deus deseja que profetize, deve abrir esse fluxo com o passo da fé.Tem que se preparar para enfrentar as conseqüências. Ao entrar no plano do profético pela primeira vez, o crente poderia receber uma repreensão ou correção do pastor; porém se espera que, com o tempo, possa apresentar uma mensagem profética .
 
Capítulo traduzido do livro “Explorando a Adoração”, pastor Bob Sorge.

 

 

Adoração a Jesus X o espírito de Jezabel

                                                                         

Deus é muito severo contra aqueles que se deixaram usar por satanás com esse espírito de controle – Jezabel.
 
Apesar de sua misericórdia também se estender para dar-lhes a oportunidade de arrependimento.
“E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu.” (Apocalipse 2:21 )
O juízo para esse espírito (Jezabel) e para seus seguidores, é terrível !
“Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.” (Apocalipse 2: 22)
Ao levantar-se adoração a Deus em todas as nossas nações, o juízo do Senhor virá sobre o espírito de Jezabel e seus seguidores. Adoração é a chave!
Formas de operar do espírito de jezabel
Através da história de Israel, aprendemos a conhecer a forma de operar desse espírito demoníaco. A história vivida por Elias, Acabe, Jezabel e o povo hebreu nos dá uma idéia clara da habilidade de satanás para controlar o povo de Deus. Também a Bíblia nos ensina paralelamente como YHWH usa a seus profetas para destruir o poder babilônico desse espírito de controle de autoridade. A história completa está registrada em 1 Reis, do capítulo 16, verso 29 até o capítulo 22.
Notemos que Acabe era um rei legítimo de Israel; ele não era um usurpador. Ele representa a autoridade constituída. Jezabel fará aliança com ele para tomar o controle.
Esta é sua maneira de operar entre nações e igrejas: enreda a liderança principal com pactos, contratos ou alianças. Uma vez controlada a posição de autoridade, ela atacará todo mover profético representado pelos profetas e por Elias:
“E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que o antecederam. E, como se fosse pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e foi e serviu a Baal, e o adorou;” (I Reis 16:30, 31)
Estas são as principais formas de agir que caracterizam o espírito de jezabel ou seja, espírito de “controle de autoridade”.
  1. Sempre fará aliança com a liderança principal (I Reis 16:31).
  2. Perseguirá os profetas de Deus (I Reis 19:1-2).
  3. Atacará o mover profético (1 Reis 18:13)
  4. Tratará de destruir as “Companhias de Profetas” (I Reis 18:4)
  5. Levantar-se-á contra a unção profética.
  6. Atacará a verdadeira adoração a YHWH para promover o culto babilônico (a baal e ao homem) (I Reis 16:32).
  7. Provocará a ira de Deus (1 Reis 16:33).
  8. Mobilizará pactos ocultistas e altares nos lugares altos.
  9. Atacará o verdadeiro sacerdócio de Deus e estabelecerá no poder sacerdotes falsos.
  10. Lançará sobre o povo de Deus perseguição e temor.
  11. Envolverá a nação ou o povo em corrupção (I Reis 21).
  12. Estabelecerá o roubo governamental (I Reis 21:7-11)
  13. Manifestará claramente o abuso de autoridade (I Reis 21:12-16).
  14. Praticará o controle ou a manipulação da autoridade genuína (I Reis 12:8).
  15. Levará ao território a injustiça e a mentira (I Reis 12:13).
  16. A libertinagem será expandida com sua operação (I Reis 18:19).
  17. Aumentarão também o homicídio e a promiscuidade (I Reis 19:9).
Adoração anula o poder de jezabel
A grande batalha do espírito de jezabel é pelo coração do povo para que adorem a satanás (baal) ou à falsa rainha do céu (astarote). Sua intenção é controlar o povo para levá-lo à idolatria e ao paganismo.
Seu modelo babilônico e infernal de adoração pagã é quebrado pela adoração a Deus sob o mover profético direcionado pelos profetas do Senhor.
Satanás teme a verdadeira adoração e o fresco mover do Espírito Santo!
O espírito de jezabel produz o operar de:
  1. Juízo divino (I Reis 17:1).
  2. Seca na terra (I Reis 17:7).
  3. Seca espiritual ao morrerem os profetas (I Reis 18:4).
  4. Fome natural e espiritual (I Reis 18:2).
  5. Confusão e religiosidade entre o povo de Deus (I Reis 18:20-21)
  6. Domínio do ímpio sobre o justo (I Reis 16:30).
  7. Carência da Palavra profética e de profetas (I Reis 18:22).
  8. Ausência da presença de Deus (I Reis 18:41-43).
Sua derrota redundará em:
  1. Juízo sobre baal e os falsos deuses (I Reis 10:18-30)
  2. Juízo sobre os falsos profetas e falsos sacerdotes (I Reis 18:40).
  3. Juízo sobre jezabel e o espírito de controle (II Reis 9:30-37).
  4. Juízo sobre Acabe e a liderança pecadora (I Reis 18:17-18 y 19:35-40).
  5. Atividade e mover proféticos (I Reis 18:45-46).
  6. Intercessão e visão fresca (I Reis 18:42).
  7. Chuva apostólica e cobertura (I Reis 18:41-44).
  8. Presença Divina (I Reis 18:39).
  9. Manifestação do Reino (I Reis 18:1; 38-39).
  10. Fogo do Espírito Santo (I Reis 18:38).
  11. Humilhação e arrependimento (I Reis 18:39).
  12. Restauração dos Profetas (I Reis 18:36-38).
Restauração do Altar de Deus
A vitória de Elias ante os profetas falsos de baal e astarote teve seu fundamento em várias coisas dignas de serem levadas em conta para derrotar os espíritos babilônicos e de jezabel. Vejamos:
  1. A voz de YHWH chamando à batalha (I Reis 18:1).
  2. A Palavra Profética dando direção e valor (I Reis 18:19-24).
  3. A Restauração do Altar de Deus com 12 pedras, segundo as tribos de Israel. Isto representa:
a) Restauração do modelo de Governo Apostólico entre o povo de Deus (número 12).
b) Restauração do louvor e da adoração em unidade (I Reis 18:30-31).
c) A Restauração da Santidade na Casa de Deus, representada pelo sulco de separação ente o altar e o povo (I Reis 18:32).
d) A operação do Ministério do profeta, figurado em Elias (I Reis 18:33-39).
e) A Adoração traz a Restauração do Senhor à Sua casa e o juízo contra satanás!
Tempo de Arrependimento pelo Apóstolo Dr. Rony Chaves.
 


O Poder da Adoração

 

É um grande privilegio este que paira sobre nós como povo, como País. Deus nos constituiu como Nação, para sermos um povo adorador. Ele nos deu um dom-redentivo absolutamente sublime: A adoração ao Seu bendito Nome e à Sua gloriosa Pessoa, e neste dom há mais poder do que já descobrimos ou usamos ate agora.
Quando a Igreja de Cristo no Brasil descobrir quanto e quão tremendo é o poder que há na adoração, certamente o desafio de YHWH que está diante de nós: o de sermos a Nação que se levantará como “Plataforma de Adoração para o Mundo”, de nos tornarmos a Nação que irá “alavancar” a adoração ao Senhor em toda a Terra, poderá ser cumprido!
 
Adoração como Arma de Conquista
 
A apóstola Valnice Milhomens, em seu livro “Adoração em Santidade X o espírito de jezabel” escreveu: A adoração é arma de guerra mais poderosa que o Senhor concedeu à Sua Igreja!
Estou de pleno acordo com sua afirmação. Sei pelo Espírito, pela Palavra, por revelação e por experiência que a adoração segue sendo a arma mais poderosa que YHWH concedeu ao Seu povo, e não apenas de guerra, mas também de conquista!
Na verdade, quando entendemos que a restauração do tabernáculo de Davi, anunciada por Amós (cap. 9:11), diz respeito a restauração da adoração, descobrimos que não haverá conquista de Nações sem que a adoração seja ministrada na Terra assim como no Céu, como fez Davi em seus dias (veja o v.12 de Amós 9). Há poder na adoração para a conquista de Nações!  Qualquer forma, tipo ou estilo de adoração, consciente ou inconsciente, verbalizada ou não, em gestos, atitudes ou palavras, com cânticos ou não, libera poder, e, este poder gera conquistas.
 
A estratégia usada no Éden
 
Quando o diabo convenceu a Adão e Eva, no Jardim do Éden a quebrarem sua aliança com o Aba, aceitando a sugestão de comerem do único fruto que lhes fora “privado”, submetendo-se assim à sua vontade, ele ganhou poder sobre a criação. O que normalmente passa despercebido aos olhos de quem lê o texto (Gn. 3 : 1 – 7) é que a arma usada para o convencimento foi apenas a sedução. A sedução visava levar Adão e Eva à sujeição, ou seja, à entrega de sua vontade para aceitação da vontade maligna em suas vidas. Portanto, se houve entrega da vontade humana para sujeição à proposta e conseqüentemente à vontade do inimigo, houve rendição. O homem se rendeu à sugestão, proposta e vontade do diabo, e isso nos permite ver que satanás ganhou poder sobre a Terra exatamente através da adoração, afinal, o principio régio da adoração é rendição. As palavras em hebraico (Hishtah ª wâ) e grego (proskiyneo) para adoração tem a conotação específica de prostrar-se para rendição completa de corpo, alma e espírito, entrega plena da vontade e do poder sobre a vida do que se rende.
 
É como se satanás estivesse dizendo pra Jesus: Veja, ganhei poder sobre a Terra e seus reinos por meio de adoração e se você me adorar poderá ter este poder, pois a arma de conquista é a adoração.
O que o diabo não sabia, é que Jesus sabia que Sua fonte de poder não era a adoração enganadora, profana ou idolatra, mas sim a adoração santa. O que funcionou com o primeiro Adão não funcionaria com o segundo Adão, pois Este foi o mais perfeito adorador que já caminhou sobre este planeta e Sua fonte de poder é a adoração ao Único Deus Vivo e Verdadeiro – YHWH!
 Cristo Jesus pois como Deus, Ele é o criador e o alvo de toda adoração e como homem foi perfeito adorador. Jesus sabia que o diabo mente, que ele é o pai da mentira, que ele mentiu para Adão e Eva no Jardim e que, se a falsa, profana e distorcida adoração pôde gerar algum poder, a adoração santa muito mais! Aleluia!
 
Experiências Bíblicas
 
Alguns textos das Escrituras comprovam o poder da adoração. O livro dos Salmos, por exemplo, número149, nos diz:
“Aleluia! Cantai ao Senhor um cântico novo e o seu louvor, na assembléia dos santos. Regozije-se Israel no seu Criador, exultem no seu Rei os filhos de Sião. Louvem-lhe o nome com flauta; cantem-lhe salmos com adufe e harpa. Porque o Senhor se agrada do seu povo e de salvação adorna os humildes. Exultem de glória os santos, no seu leito cantem de júbilo. Nos seus lábios estejam os altos louvores de Deus, nas suas mãos, espada de dois gumes, para exercer vingança entre as nações e castigo sobre os povos; para meter os seus reis em cadeias e os seus nobres, em grilhões de ferro; para executar contra eles a sentença escrita, o que será honra para todos os seus santos. Aleluia!”
Quantas verdades sobre o poder da adoração temos aqui!!!
 
A Palavra nos está declarando que:
Se houver louvor e cânticos novos na congregação dos Santos, se houver regozijo entre os filhos de Deus e se até os instrumentos ministrarem, o Senhor se agradará de Seu povo e liberará entre eles a Sua salvação.
Sim, há poder para a salvação de vidas liberado na adoração. Aleluia! Já vimos Yeshua salvando vidas durante ministrações de adoração! No ano de 2005, por exemplo, numa tarde, no Ginásio do Pacaembu, durante a Santa Convocação, um grupo de jovens foi atraído para o local e, sem que ninguém lhes dissesse nada, sem nenhuma ministração de evangelismo, sem nenhum convite ou desafio nem mesmo sugestão ou oração de alguém, apenas por ouvirem os cânticos, a Presença do Espírito veio sobre eles. Foram convencidos e correram para a plataforma para se renderem ao Senhor. Ali mesmo confessaram seus pecados, receberam a Cristo em seus corações e foram salvos. Sim, nosso Deus libera Seu poder para a salvação no meio e através da adoração. Glória a Deus!
Se os santos do Senhor exultarem no seu Deus e até no leito cantarem de júbilo, se em todo o tempo os altos louvores de Adonai estiverem em seus lábios, o Aba porá espadas em suas mãos.
É exatamente isso. YHWH nos dá armas espirituais enquanto adoramos! Não somos poucos os que já recebemos do Eterno, revelações e estratégias para as batalhas do cotidiano, em situações quando não sabíamos o que fazer nem conseguíamos orar corretamente, mas as obtivemos adorando.
Simplesmente a adoração proporcionou a proximidade, a comunhão com o Senhor, e na intimidade o Espírito Santo nos deu as armas e mostrou-nos como vencer. Aleluia!
Por meio da adoração, o Todo-Poderoso exercerá vingança e castigo entre as nações, colocando seus reis (principados) em cadeias e seus nobres (potestades) em grilhões de ferro, executando contra eles a sentença determinada (escrita).
 
Que tremendo! Espíritos malignos são encarcerados enquanto adoramos. Bendito seja o Senhor!
Temos constatado esta verdade em muitas oportunidades. Nosso Deus se move em meio à adoração e Seu poder é liberado para aprisionar nossos inimigos. Em ambientes de profunda adoração, estes espíritos nem mesmo conseguem permanecer. Quando tributamos ao Senhor a glória devida ao Seu nome, Sua força é liberada entre nós e os inimigos do nosso Deus não podem prevalecer (Sl. 29 : 1).

Há tanto poder de Deus na adoração que até mesmo honra nos cobre a vida enquanto ministramos, ou seja, a adorar ao Rei nos dignifica como cristãos. Louvado seja o Senhor!
 
Para citar outras passagens bíblicas, poderíamos acrescentar ainda:
A vitória de Josafá e os exércitos de Judá sobre Moabitas, Amonitas e Meunitas por meio da adoração. (2 Crô. 20)
A liberação do poder profético na adoração, reconhecido por Eliseu. ( 2 Re. 3 : 13 – 15)
O poder para abrir prisões liberado para Paulo e Silas enquanto adoravam. (Atos 16 : 19 – 26)
O poder de Deus para libertação de oprimidos fluindo a favor de Saul, na ministração de adoração de Davi. ( 1 Sm. 16 : 14 – 23 )
Para concluir, quero ainda enfocar o verso 2 do Salmo 8, que diz:
“Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força,…”
O que Jesus proclamou em Mateus 21 : 18, dizendo:
“…Da boca de pequeninos e crianças de peito tirasteperfeito louvor,…”
Nosso Senhor substitui a palavra força por louvor, exatamente pelo fato de saber que o Pai manifesta Seu poder, Sua força, onde houver o perfeito louvor. O perfeito louvor gera poder! Aleluia!
Veja o restante do versículo 2 do Salmo 8 e entenda o porquê e o para que o louvor libera o poder:
“… por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.”
Isso nos revela que no meio da adoração, quando ela atinge o nível no qual nosso Deus espera e deve ser adorado, Ele manifesta Seu poder contra os Seus adversários e os faz calar. Se desejamos ver nossas famílias, cidades e Nação libertas de nossos inimigos, se desejamos ver nosso Deus obrigando nossos adversários a calarem-se, devemos aprofundar nossa adoração até o ponto em que o Altíssimo possa liberar Seu poder.
Alguém poderia perguntar: Que tipo de adoração é que tem poder?
De acordo com o Senhor Jesus e com Davi, é aquela que sai da boca de pequeninos e crianças que mamam, ou seja:
Adoração pura, sincera, verdadeira e simples como a de crianças inocentes.
Adoração dependente, que só visa Sua Presença, como bebês de peito que depende totalmente de suas mães e que só podem saciar-se em seu colo.
 
Conclusão:
 
É desejo de YHWH que nós, Seus filhos, Seu povo, Sua Igreja, Seu exército, aprendamos que na adoração há poder liberado; que usemos esta arma poderosa em todo o tempo e nas mais diversas situações. Temos apenas que lembrar, além de usá-la, para que esta seja eficaz, temos que nos tornar puros, sinceros, honestos, simples e dependentes D´Ele, como pequeninos e crianças que mamam e que não podem mais saciar-se com paliativos ou outra coisa qualquer, se não com Ele, em Sua santa, doce, suave e bendita Presença.

Pelo Apóstolo Dawidh Alves.

04 dezembro 2012

A Trombeta Está Soando, Mas Ninguém se Preocupa (The Trumpet is Sounding, But No One is Alarmed)

 

                                                                                            Por David Wilkerson

De todos os profetas do Velho Testamento, Amós fala mais claramente aos nossos dias. A profecia que ele traz se aplica à nossa geração, como se fosse recortada das manchetes de hoje. Em verdade, a mensagem de Amós é uma profecia dupla; foi dirigida não apenas ao povo de Deus em seus dias, mas também à igreja de agora, em nosso tempo.
Amós descreve Deus como um leão que ruge, pronto para atacar Israel com julgamento: “Rugiu o leão, quem não temera? Falou o Senhor Deus, quem não profetizará?” (Amós 3:8). O profeta declara: “Deus se levantou como um leão que ruge, pronto para atacar a presa. E ao ouvir esse rugir do leão, tenho de avisar”.


O Senhor estava usando Amós para despertar Israel. Qual era a mensagem? Resposta: Deus estava prestes a enviar julgamento sobre o povo, devido à malignidade e corrupção devastadoras.
Naturalmente, Deus nunca julga um povo sem primeiro levantar vozes proféticas para o prevenir. “Certamente, o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (3:7). Agora, Amós vendo a nuvem do juízo se formando, é compelido a dizer: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, sem que o povo se estremeça? Sucederá algum mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?” (3:6). A mensagem de Amós aqui é de fazer a gente ferver por dentro: “Deus fez soar a trombeta de advertência para Seu povo. Mas ninguém se alarmou”.
Neste exato instante, muito poucos querem ouvir mensagem que tenha a ver com julgamento. O nosso país já está coberto pelo medo. Esperamos outro ataque terrorista a qualquer momento. E a economia se mostra mais árida do que nunca. As pessoas dizem: “Não dá para agüentar mais”.
Mas o Senhor fala segundo o Seu querer. E Seu Espírito nos provê forças para ouvir Sua palavra, entregue por ungidos servos. O nosso Senhor irá fielmente capacitar Seu povo para suportar seja o que for.


Amós Dirige Suas Profecias
Primeiramente ao Povo de Deus,
à Igreja de Concessões.


Ao profetizar, Amós se dirige às nações gentílicas em torno de Jerusalém. Certamente esses pagãos cairíam sob a ira de Deus. Eles estavam roubando as fronteiras de Israel, travando guerra contra ele, e matando seus filhos.

Contudo, agora Amós diz: “Ouvi a palavra que o Senhor fala contra vós outros, filhos de Israel” (Amós 3:1). O rugir do leão era contra o próprio Israel. O povo de Deus estava prestes a ser punido por corromper a pura adoração ao Senhor: “De todas as famílias da terra, somente a vós outros vos escolhi; portanto, eu vos punirei por todas as vossas iniqüidades” (3:2).
Há uma lei divina que ressoa por todas as escrituras. Ela diz, basicamente: “Quanto maior a medida da graça derramada sobre um povo, maior será o julgamento que cairá sobre esse povo, se a graça de Deus for desprezada”. Se um povo recebeu muita verdade, ele é mais responsável. E se corromper essa verdade, seu julgamento será dobrado.
Agora mesmo, Deus certamente está julgando os Estados Unidos por sua corrupção. Fico pensando em todos os modos pelos quais a nossa nação tem removido o nome de Deus do público. Na minha infância e juventude, aprendi que os Estados Unidos eram um país cristão, fundado por homens piedosos que buscavam liberdade para adorar o Senhor em verdade. Naturalmente, a África do Sul e outros países afirmam ter tido a mesma origem.
Não tenho dúvida de que Deus abençoou certas nações como a nossa, para ajudar a evangelizar o mundo. Em sua infância, esse país, entre todas as nações da terra, foi aquele que mais enviava missionários. Os Estados Unidos enviaram pastores, mestres e evangelistas por todo o globo. Enquanto isso, um povo santo dentro do país refreava as ondas de iniqüidade. Líderes piedosos, pastores dedicados e congregações zelosas se levantavam para honrar o nome do Senhor.
Mas a iniqüidade começou a vir em abundância. O nome de Deus foi zombado. E nosso país acabou se tornando obcecado pelo prazer. Nos voltamos para os ídolos de riqueza, prosperidade, ganho material. E rapidamente perdemos o zelo e a compaixão pelos perdidos. Agora deixamos de ser um país que envia muitos missionários. Em vez disso, estamos exportando um evangelho de prosperidade, e de ambição.
Em Seu grande amor e sabedoria, o Senhor tem procurado purificar a nossa nação com correções severas. Ele permite secas, inundações, colapsos financeiros, furacões, mudanças drásticas do tempo. Ele está soando a trombeta alto. Mas ninguém está ficando alarmado por causa disso.
Muitos ministros declaram: “Deus não é asssim. Não é Ele que está por trás dessas tragédias. Tudo isso é obra do diabo”. Não dá para eu dizer o quanto esses ministros me deixam irritado com isso. Eles não conhecem a Bíblia. Preste atenção às seguintes palavras de Amós:
• “...vos deixei de dentes limpos em todas as vossas cidades e com falta de pão em todos os vossos lugares; contudo, não vos convertestes a mim, disse o Senhor”. Deus está dizendo claramente ao povo, que Ele está prestes a causar um colapso econômico em seu meio.
• “Além disso, retive de vós a chuva, três meses ainda antes da ceifa; e fiz chover sobre uma cidade e sobre a outra, não; um campo teve chuva, mas o outro, que ficou sem chuva, se secou” (4:7). O Senhor claramente controla o clima, seja ele bom ou mau.
• “Andaram duas ou três cidades, indo a outra cidade para beberem água, mas não se saciaram” (4:8). Deus controla a seca. E agora mesmo, estados inteiros estão tendo de racionar água.
• “Feri-vos com o crestamento e a ferrugem; a multidão das vossas hortas, e das vossas vinhas, e das vossas figueiras, e das vossas oliveiras, devorou-a o gafanhoto” (4:9). Nos últimos meses, Nova York foi invadida por enxames de bezouros japoneses. Esta peste está matando árvores em Central Park, e destruindo vastos acres de floresta ao norte.
• “Feri-vos” (4:9). Quem é o responsável por todas essas coisas? Deus quer que fique bem claro em nossas mentes: Ele está por trás de tudo. “Enviei a peste contra vós outros à maneira do Egito; os vossos jovens, matei-os à espada, e os vossos cavalos, deixei-os levar presos, e o mau cheiro dos vossos arraiais fiz subir aos vossos narizes; contudo, não vos convertestes a mim, disse o Senhor” (4:10).
Você não pode me dizer que o Senhor não está por trás de todos os julgamentos que estamos experimentando. Muitos ministros apresentam Deus como um avô bonzinho e meio caduco. É claro, o Senhor é misericordioso e traz graça. Mas o quê esses pastores não entendem é que os julgamentos de Deus são a Sua misericórida e a Sua graça. Ele está dizendo: “Voltem para mim. Tive de enviar essas correções para purificar a nação, e receber sua atenção. Vocês chegaram tão fundo no pecado, que ficaram cegos. Agora julgamento é a única linguagem que entenderão. Tudo isso é por causa do amor que tenho por vocês”.


Amós Profetiza um Duplo Julgamento:
Sobre a Nação e Simultaneamente Sobre a Igreja


Amós fala dos julgamentos de Deus como “grandes tumultos” (Amós 3:9). A palavra tumulto significa estado de confusão. Em outras palavras, o país será levado ao caos e a transtornos através de grandes ataques de violência e terror.

“Porque...não sabe fazer o que é reto, diz o Senhor, e entesoura nos seus castelos a violência e a devastação” (3:10). O que Amós quer dizer aqui quando se refere a palácios? Ele está falando do que chamaríamos grandes negócios ou enormes corporações.
Pense nos acontecimentos que têm se desenvolvido em nosso país atualmente. Inúmeros dentre os mais respeitados grupos de negócios na história estão sendo denunciados por “entesourar nos seus castelos”. Presidentes de instituições confiáveis trapacearam os acionistas através de práticas fraudulentas de contabilidade. Dispensaram milhares de empregados. Enquanto isso, construíram enormes pés de meia para si próprios. Enquanto empobreciam alguns, asseguravam riquezas para seu próprio benefício.
Amós declara: “Os teus castelos serão saqueados” (3:11). Essas corporações, antes inabaláveis, agora estão falindo. Wall Street treme. Contudo, mais terrível do que tudo, Amós prediz uma peste de medo, devido a ataques de terror de costa à costa: “Um inimigo cercará a sua terra, derribará a tua fortaleza” (3:11). Será que as palavras do profeta poderiam vir em hora mais certa? Ele avisa: “Um inimigo vai jogar longe a sua coroa de esplendor. Esses palácios de poder e bens nos quais vocês se gloriam, serão arrasados até o solo”.
Após tudo isso, um leão econômico aparecerá, devorando a riqueza e a prosperidade daqueles que se enriqueceram pelo roubo: “Como o pastor livra da boca do leão as duas pernas ou um pedacinho da orelha, assim serão salvos os filhos de Israel que habitam em Samaria com apenas o canto da cama” (3:12).
Quando um leão se apossa da presa, ele devora até chegar ao osso. É exatamente isso que Amós diz que o inimigo fará com os luxuosos ricos. Ele não vai deixar nada senão reduzidos restos das riquezas conseguidas ilegalmente. Amós lhes diz: “Vocês achavam estar seguros por causa dos milhões guardados. Mas um leão urrando vai devorar tudo; quando acabar, não vai sobrar nada senão carcaça”.
Amado, hoje a mesma trombeta de advertência está soando novamente nos Estados Unidos. Mas muito poucas pessoas estão ficando alarmadas com isso.


Deus Diz Que ao Visitar Com Seus Julgamentos as Nações,
Também Visitará a Igreja.


As escrituras afirmam que o julgamento começa pela casa de Deus. Na verdade, antes de atacar qualquer nação, o Senhor revelará Sua ira na igreja: “Ouvi e protestai contra a casa de Jacó...No dia em que eu punir Israel, por causa das suas trangressões, visitarei também os altares de Betel” (Amós 3: 13-14). A casa de Jacó aqui representa a igreja, o povo de Deus.

Pense no que Amós profetiza nesse ponto: Deus certamente julgaria toda nação que se virasse contra Ele. Ele permitiria que adversários ímpios pilhassem e aterrorizassem estas nações. E toda pessoa que se voltasse para os prazeres do mundo e para a corrupção, seria humilhada e diminuída. Contudo, em meio à todas essas coisas, a primeira preocupação de Deus ainda seria a Sua igreja. Ele se preocupa com o Seu povo, com aqueles que se chamam pelo Seu nome.
Não importa se o governo remove o nome de Deus das moedas, dos tribunais, das escolas e dos lugares públicos. Nada disso faz sofrer o Senhor mais do que o mal presente em Sua igreja. Deus ri das tentativas tolas dos ímpios em empurrá-Lo para fora da sociedade. O dia de acerto de contas dessas pessoas já chegou. Nesse exato momento elas estão sendo visitadas pela Sua ira. Mas quem mais fere o Senhor é a Sua própria família. Ele se magoa mais profundamente pela corrupção de Seus filhos.
O Senhor então focaliza o quê estava ocorrendo nos altares de Israel. O nome Betel quer dizer “casa de Deus, local de pura adoração”. No passado foi dito o seguinte sobre esses altares: “O Senhor está neste lugar” (Gênesis 28:16). Em verdade, Jacó chama Betel de “temível lugar” (v. 28:17). Com isso ele quis dizer lugar de reverência, porque Deus manifestou Sua presença lá.
Betel é onde Jacó recebeu a visão da escadaria subindo ao céu. Era um lugar santo de adoração, onde Deus encontrava os que O buscavam em pureza. Com freqüência, por toda a história de Israel, o Senhor referiu a Si próprio como “o Deus de Betel”. E certa ocasião, Ele instrui Jacó a retornar a Betel para restaurar os altares.
Em resumo, Deus estava dizendo a Israel: “Vou julgar sua nação corrupta. O mundo vai tremer por causa da guerra e da violência que virá sobre vocês. Vou mandar enchentes, secas, pestes, ferrugem nos vegetais. A economia será demolida, suas riquezas serão devoradas. No entanto, ao mesmo tempo em que faço essas coisas, também visitarei Betel. Vou derramar julgamento sobre o Meu povo, porque corrompeu os Meus altares. Vou puni-lo por causa da adoração iníqua”.
Isso já tinha acontecido anteriormente em Betel. Quando Jeroboão se tornou rei, ele corrompeu a adoração: “Pelo que o rei...fez dois bezerros de ouro; e disse...vês aqui teus deuses...Pôs um em Betel e o outro, em Dã. E isso se tornou em pecado, pois que o povo ia...para adorar...e...constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi” (I Reis 12:28-31).
Primeiro, Jeroboão erigiu ídolos nos lugares de adoração. Depois pegou elementos criminosos da sociedade, pessoas cujo coração não estava em Deus, e os nomeou sacerdotes. A adoração em Israel se corrompeu inteiramente, porque provinha de corações iníquos e maus. Então, desde o reinado de Jeroboão até os dias de Amós, Deus depreciou Betel, considerando-o um lugar de miscigenação, mistura. E Ele finalmente julgou essa falsa adoração. Ele derrubou o altar, e acabou com ele.
Hoje, permanece um espírito de Betel na igreja. É uma posição de apostasia espiritual. E sua principal característica é uma adoração de miscigenação programada para atrair multidões. É uma demonstração exterior da carne, cheia de zelo e exuberância. Mas não tem nenhuma santidade. E é uma armadilha que está enlaçando muitos nesses últimos dias. Quanto mais essas pessoas crêem que essa adoração é de Deus, mais cegas se tornam. E o Senhor está pronto para julgar tudo isso. Ele avisa: “Se você está envolvido nessa adoração corrupta, estará apenas multiplicando os pecados”.
Novamente Deus volta a falar: “Oferecei sacrifício de louvores do que é levedado, e apregoai ofertas voluntárias, e publicai-as” (Amós 4:5). Por que Ele diz isso? É porque a lei proibia levedo em carne oferecida para ser consumida pelo fogo (v. Levítico 2:11). Além disso, pão com fermento era só para os sacerdotes. Igualmente, toda oferta voluntária de pão deveria trazer “bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite” (7:12).
Essas ofertas não fermentadas serviam como ilustração. Significavam preces que fossem puras. Por todas as escrituras, o fermento é visto como um tipo de pecado carnal. Era às vezes usado para se referir à lepra. A mensagem de Deus aqui é clara: “As suas ofertas de louvor estão cheias de carnalidade. Só aceito sacrifícios santificados, ofertados por mãos limpas e corações puros. Não pode haver fermento, nenhuma indulgência carnal, na Minha presença”. “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (Salmo 24:3-4).
Exteriormente os adoradores de Betel eram muito religiosos. Zelosamente faziam os sacrifícios à toda manhã. E eram fiéis no dízimo e nas ofertas. Novamente, Deus insiste: “Cada manhã, trazei os vossos sacrifícios e...os vossos dízimos” (Amós 4:4). Ele via tais pessoas começar cada dia com louvor e adoração. Alegravam-se ao ir às reuniões de louvor. Em verdade, o movimento de adoração de Betel ficou tão popular, que se extendeu às cidades da região, de Betel a Gilgal, a Berseba.
Mas o Senhor avisava a todos: “Porém não busqueis a Betel, nem venhais a Gilgal, nem passeis a Berseba...Betel será desfeita em nada” (5:5). Deus estava prestes a derrubar tudo. Ele consumiria todos os sacrifícios fermentados de louvor e adoração. Por que? Porque “deitais por terra a justiça” (5:7).



Graças a Deus Pelos Altos, Aceitáveis e Santos Louvores
Que Sobem Até Ele


Deus ainda possui um remanescente santo e separado, cujos sacrifícios de louvor são puros. São santos piedosos que não estão presos aos cuidados do mundo. O seu louvor tem o som de poderosas águas que jorram. E estão quebrantados diante do Senhor, em santa reverência por Ele. Desta reverência provêm gloriosos gritos de louvor.

Porém multidões dentro da igreja estão sempre procurando coisa nova. Desejam maneiras novas e estimulantes de se adorar a Deus. Então buscam altares de Betel, onde o louvor é alto e alegre. Mas a adoração nesses lugares é dirigida por homens que não pranteiam pelo pecado existente na casa de Deus. Seu louvor pode ser exuberante e cheio de cores. Mas inexiste a verdadeira presença de Cristo. E inexiste proteção contra os enganos da carne.
Provavelmente foi estimulante tomar parte nas reuniões de louvor em Betel. Mas os adoradores não tinham interesse nas coisas de Deus. Eles não ajudavam os pobres, nem atendiam ao necessitado. Antes, seu louvor era cheio de carnalidade e fermento. Amós previne: “Buscai ao Senhor...para que não irrompa na casa de José como um fogo” (Amós 5:6). Igualmente, desejo oferecer esse aviso do Senhor: o seu pastor não está pregando uma palavra que expõe o pecado? Não há uma repreensão piedosa, um chamado ao arrependimento, uma advertência para abandonar o pecado? Então você provavelmente está adorando em um altar de Betel. E corre grande perigo de ser enganado.
Deus declarou: “Visitarei também os altares de Betel; e as pontas do altar serão cortadas e cairão por terra” (3:14). Essa palavra é devastadora. No Velho Testamento, o altar de madeira do templo tinha quatro pontas nos cantos. Essas pontas eram cobertas por metal, e tinham a forma de chifres de carneiro. Os chifres representavam o direito do santuário. Agarrando-se a eles, o infrator da lei se colocava sob a graça salvadora e protetora de Deus. Quando era menino, ouvi muitos antigos santos dizendo: “Estou seguro, Senhor. Me agarrei nas pontas do altar”.
Vemos esse tipo de santuário ilustrado na vida de Adonias, filho de Davi. Esse rebelde tinha tentado usurpar o trono de Israel. Mas o outro filho de Davi, Salomão, determinou prisão e morte para Adonias. Em pânico, Adonias fugiu para o templo, e se agarrou às pontas do altar. Sua vida foi poupada.
Agora Deus estava dizendo a Amós que cortaria essas impressionantes pontas de proteção. O Senhor iria arrancar as pontas do altar, e jogá-las ao chão. Isso significava que o povo não ficaria mais sob Sua proteção. Pelo contrário, ficaria sujeito a grande engano. Não teriam nenhuma segurança contra falsos doutrinas, ou falsa adoração.



Tenho Visto os Terríveis Resultados
da Adoração Num Altar Sem Pontas


Na África, multidões de todo o mundo vêm para ouvir um homem que diz ter recebido profecias de Deus no ventre materno. Especialmente os americanos, viajam às centenas para receber “profecia pessoal” deste homem. Mas a mensagem é totalmente não bíblica, e blasfema. São pessoas que buscam, na ignorância, e estão caindo no engano.

Num estado dos Bálcãs, uma profetiza afirma guiar pessoas à viagens para o inferno. Ela foi feiticeira, e diz uma vez ter estado, ela mesma, no inferno. Ela orienta as pessoas para se deitarem no chão e liberar a mente, enquanto as guia à uma viagem imaginária por onde ela já passou. As pessoas se aglomeram em torno dela para a experiência. Mas nada disso é bíblico, é absurdo total. Em verdade, há algo do mal na base deste trabalho.
No Brasil, um evangelista promete curar câncer por 1.000 dólares. Também faz exorcismo por uma taxa. Tem um número enorme de seguidores, e está ficando rico com suas declarações. Porém, é totalmente não bíblico - um engano completo.
Os próprios Estados Unidos se tornaram os maiores vendedores de evangelho enganador. Como? Os cristãos se tornaram analfabetos biblicamente. Não se preocupam mais em ler a palavra de Deus. Não querem mais jejuar ou gastar tempo em oração. Em vez disso, correm para lá e para cá, em busca de ensinos que agradem à carne, ministrados por algum evangelista que faça concessões.
Como multidões de crentes caem nesses enganos? Como se desviam com tanta facilidade? Como tantas pessoas ficam tão cegas à obras falsas da carne? Amós nos responde o porquê: suas muralhas de proteção caíram, por causa do pecado. Deus removeu as pontas do altar. E as pessoas perderam todo o discernimento. Esses crentes estarão entre os primeiros a abraçar o anticristo.


Deus Diz que ao Visitar Sua Igreja,
Ele Fechará Tudo Que Estiver Contaminado


Em todas as vinhas [igrejas] haverá pranto, porque passarei pelo meio de ti, diz o Senhor. Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz...Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles...Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene” (Amós 5:17-24).
A mensagem de Deus é clara: enquanto Sua justiça não começar a jorrar em nosso meio, purificando nossos corações, não seremos capazes de Lhe dar verdadeiro sacrifício de adoração. Louvor proveniente de corações cheios de lascivia e cobiça, são senão barulho aos Seus ouvidos. Ele não aceitará a adoração daqueles que buscam só prazer, ou se recusam a perdoar os outros.
No meio de todas essas advertências proféticas, Amós traz essa palavra de esperança: “Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis. Aborrecei o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo; talvez o Senhor, Deus dos Exércitos, se compadecerá do restante de José” (5:14-15).
Insisto com você: leve a sério a mensagem de Amós. Busque o Senhor de todo o coração. Permita-se ser julgado por Sua palavra. Confesse e abandone o pecado. Então Deus o abençoará dando discernimento. Você saberá se está adorando em um altar de Betel. E será capaz de adorá-Lo em Espírito e em verdade.
---Usado através de permissão concedida por World Challenge, P. O. Box 260, Lindale, TX 75771, USA.

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